18 MAIO | Dia Internacional dos Museus



Dia Internacional dos Museus 2016 | “Museus e paisagens culturais”
18 de maio



11 horas – Abertura da exposição “CARAPAUS E OUTRAS CORRIDAS”
com animação pela Academia de Música de Alcobaça

A exposição resulta do projeto educativo “Carapaus e outras corridas”, que vem sendo desenvolvido desde janeiro de 2016, numa parceria entre o Externato D. Fuas Roupinho e a o Museu Dr. Joaquim Manso, envolvendo os alunos da Disciplina de Desenho A, do 10º Ano, orientados pela professora Sónia Matos.

Para além de trabalhos plásticos em torno da forma do tradicional “carapau seco”, estarão em exposição os trabalhos inseridos no tema “Análise de objetos artesanais” e “Síntese de formas naturais e artesanais”. Desde o "carapau seco" ao "tecido escocês", da agulha ao peso de rede, do barco de arte xávega às flores do avental... a exposição revela “pontes” e “cruzamentos” estéticos entre vários objetos etnográficos da coleção do Museu e as capacidades criativas e expressivas dos alunos.

Serão também apresentadas as embarcações realizadas no âmbito da Academia de Modelismo do Externato D. Fuas Roupinho.

No dia 29 de maio, o encerramento da exposição está incluído na programação do DIA NACIONAL DA GASTRONOMIA PORTUGUESA, celebrado pela primeira vez nessa data.

Este projeto conta ainda com a colaboração da Câmara Municipal da Nazaré e terá uma APRESENTAÇÃO ITINERANTE, nos espaços do Mercado Municipal e do Posto de Turismo da Nazaré, entre 1 e 5 de junho.

ESTE É UM CONVITE PARA CELEBRAR O DIA INTERNACIONAL DOS MUSEUS, EM 2016 DEDICADO AO TEMA “MUSEUS E PAISAGENS CULTURAIS”, afirmando o Museu Dr. Joaquim Manso, na sua articulação com as instituições educativas da região, enquanto centro que promove a reflexão e a sensibilização para práticas tradicionais intimamente relacionadas com a paisagem onde se inserem, como a necessidade de preservação da secagem do peixe, ainda diariamente realizada por uma dezena de mulheres na praia, e que contribui significativamente para a definição da identidade e para os hábitos gastronómicos da Nazaré.








14h30 – CANTANDO A NAZARÉ NO MUSEU

Muitos foram os autores que escreveram e cantaram sobre a Nazaré, a beleza da sua paisagem natural, a tradição das suas práticas piscatórias e o traje dos pescadores e suas famílias.

Neste Dia Internacional dos Museus, vamos convidar as crianças a visitar o Museu Dr. Joaquim Manso, acompanhadas por Dina Ricardo, que cantará excertos de canções da Nazaré em função das temáticas e objetos em exposição.

E, claro, todas as crianças serão também convidadas a cantar... Será um “coro” muito afinado e alegre!


Colaboração: Agrupamento de Escolas da Nazaré / Jardim de Infância Bairro dos Pescadores. 


ENTRADAS GRATUITAS.

75 anos do Bairro dos Pescadores da Nazaré


22 maio 2016 | 75 anos da inauguração da Casa do Pescadores e do Bairro dos Pescadores da Nazaré


Está em preparação uma exposição de fotografias, artigos de jornal e objectos ligados à história do Bairro dos Pescadores na Nazaré.

A exposição está a ser organizada por um grupo de trabalho constituído por representantes da Câmara Municipal da Nazaré, Museu Dr. Joaquim Manso, Mútua dos Pescadores e de outras forças vivas da Nazaré.

A participação na exposição é aberta à comunidade: se quiser partilhar fotografias, histórias ou objectos nesta exposição, por favor entre em contacto connosco!

Acompanhe e partilhe toda a informação na página do facebook:
https://www.facebook.com/75anosBairroPescadoresNazare/

Exposição "Entre a Terra e o Mar - Artes e Ofícios"



"Entre a Terra e o Mar - Artes e Ofícios" é o título da mostra que o Centro Cultural da Nazaré (antiga lota) apresenta entre 7 de maio e 9 de julho.

O Museu Dr. Joaquim Manso colabora na exposição, nomeadamente através da cedência de vários objetos ligados à pesca tradicional da Nazaré.

+ informação aqui.

Passe por lá, até 9 de julho!

Tertúlia "Barcos da Nazaré. Ontem e hoje"


Tertúlia "Barcos da Nazaré. Ontem e hoje"

Assinalando o encerramento da exposição "Entrar ao Mar. Miniaturas de Embarcações do Museu Dr. Joaquim Manso" decorreu no dia 28 de abril a Tertúlia "Barcos da Nazaré. Ontem e hoje", no Centro Cultural da Nazaré.

Jaime Vagos, pescador de arte xávega, Henrique Piló, pescador do candil, e Joaquim Zarro, Presidente da Associação de Armadores e Pescadores da Nazaré, vieram trazer a sua experiência, conhecimentos e preocupações com a situação atual das pescas. A arte xávega já não se pratica na Nazaré, nem para fins turísticos; nem meia dúzia de pescadores hoje se dedica ao "candil"; quem continua a querer ir ao mar já não sabe se o pode fazer, com a acelerada diminuição do número de marítimos.

Entre quotas de pescado, diferenças e continuidades nas embarcações e artes de pesca, os perigos e problemas que se levantam numa vida considerada precária, todos concluem que, no entanto, não sabem nem querem fazer outra coisa senão "ir ao mar"...
Uma conversa animada, que foi suscitando o interesse da assistência, também ela muito participativa.
Agradecemos a colaboração do Centro Cultural da Nazaré / CMN, de Emílio Vasco, de todos os oradores, bem como da Prof. Carla Maurício e dos alunos de "Ciências do Mar" da Universidade Sénior da Nazaré!


tertúlia "Barcos da Nazaré. Ontem e hoje"



tertúlia
“Barcos da Nazaré. Ontem e hoje”

28 de abril, 15 horas
Centro Cultural da Nazaré



No âmbito da programação cultural da exposição temporária “ENTRAR AO MAR. Miniaturas de Embarcações do Museu Dr. Joaquim Manso”, patente no Centro Cultural da Nazaré (antiga Lota), convidamos para uma conversa com pescadores e antigos pescadores, sobre barcos e artes de pesca tradicionais da Nazaré. Vão ser eles os protagonistas, vamos escutar as suas memórias, as suas histórias e saberes...

Contamos ainda com a presença dos alunos da turma “Ciências do Mar”, da Universidade Sénior da Nazaré / Câmara Municipal da Nazaré, orientados pela prof. Carla Maurício.

A exposição “ENTRAR AO MAR. Miniaturas de Embarcações do Museu Dr. Joaquim Manso” apresenta um conjunto de miniaturas de embarcações tradicionais da costa portuguesa, com particular incidência na Nazaré, num intuito de divulgar a coleção do Museu Dr. Joaquim Manso, que foi sendo reunida com finalidade de documentar processos da pesca artesanal ou a história das próprias embarcações, seus pescadores e armadores.

É de destacar um núcleo de miniaturas provenientes do Museu de Etnologia do Porto, em depósito no Museu da Nazaré desde os anos 1990, e que denotam a missão do então designado Museu de Etnografia e História do Douro Litoral, criado em 1945 sob tutela da Junta de Província do Douro Litoral.

Calendarização da exposição:
19 março a 30 abril
Local: Centro Cultural da Nazaré
Organização: Museu Dr. Joaquim Manso
Colaboração: Câmara Municipal da Nazaré e apoio da Nazaré TV e de Tá-Mar – Rancho Folclórico


CENTRO CULTURAL DA NAZARÉ
Edifício Antiga Lota
Av. Manuel Remígio | 2450 – 106 Nazaré
telef. 262561194 (Turismo)
Horário:
segunda a sexta-feira, 9h30-13h | 14h30 – 17h30h
sábado, 15h – 18h

MUSEU DR. JOAQUIM MANSO| Direção Regional de Cultura do Centro

Rua D. Fuas Roupinho
2450-065 Sítio | NAZARÉ
telef. 262562801
mjmanso@drcc.pt
http://mdjm-nazare.blogspot.com
https://www.facebook.com/MuseudaNazare/

18 abril | Dia de Jogos no Museu


Banca


18 abril | DIA INTERNACIONAL DOS MONUMENTOS E SÍTIOS
2016 "Desporto. Um Património Comum"

O Museu Dr. Joaquim Manso lançou o desafio e, no dia 18 de abril - Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, tivemos uma animada tarde de jogos tradicionais!


Os alunos da Universidade Sénior da Nazaré / Município da Nazaré trouxeram a sua alegria e a sabedoria dos "jogos d'antigamente" - jogo dos bates, ao monte, chocalho, pião, mosca, ...


Os alunos de Desporto da EPNazaré - Escola Profissional da Nazaré experimentaram esses jogos, mas também vieram explicar ou desafiar a jogar uma nova versão do chinquilho, a petanca, o tiro ao alvo com arco ou testar o equilíbrio com o aro de uma bicicleta.


Jogou-se também ao chinquilho tradicional, com o equipamento gentilmente cedido pela Casa do Adro - Associação Cultural / Associação Recreativa Pederneirense.


Pelo meio, jogou-se ainda ao "A um ar", "Aqui vai o lenço", "Pisca o olho" e, em grande animação, alunos, funcionários do Museu e visitantes, todos juntos, terminámos a tarde com o "jogo da banca", que tradicionalmente se jogava nas ruas da Nazaré, no período da Páscoa, sobretudo na Sexta-feira Santa.

Não se sabe bem qual a equipa vencedora, se foi "a de cima", se "a de baixo", mas o que é certo... é que todos nos divertimos muito, numa tarde de convívio em torno do "Desporto. Um Património Comum"!

+ INFORMAÇÃO sobre o programa DIMS2016.


Pião

Aro

Petanca

Monte

Chinquilho 2

Chinquilho

Tiro ao alvo





Dia Internacional dos Monumentos e Sítios | 16 a 18 abril



Dia Internacional dos Monumentos e Sítios

16 a 18 abril 2016


O Museu Dr. Joaquim Manso comemora o Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, este ano dedicado ao tema Desporto. Um Património Comum, com um programa que se distribui desde o dia 16 de abril à segunda-feira 18 de abril, em que se encontrará excepcionalmente aberto ao público.


Mostra expositiva “Memórias desportivas da Nazaré”

16 a 18 de abril 2016

Divulgação de aspetos da coleção do Museu Dr. Joaquim Manso | Museu da Nazaré relacionados com o tema “Desporto”, trazendo à memória jogos tradicionais na Nazaré, que eram praticados nas ruas ou na praia (“bates”, “tá abafado”, “o monte”, “a banca”, “jogar aos aparelhos”, entre outros), bem como espaços da vila piscatória relacionados com a atividade desportiva (campo de ténis, tiro ao alvo, futebol, ciclismo, …), sem esquecer a Praia do Norte, hoje tão procurada pelos amantes do surf.

Visitas guiadas: 11h e 15 horas, nos dias 16, 17 e 18 de abril


Atividade “JOGOS D’ANTIGAMENTE”

18 de abril 2016, 14h30

A partir da mostra expositiva “Memórias desportivas da Nazaré”, convidamos a vir ao Museu Dr. Joaquim Manso para uma tarde de jogos tradicionais, relembrando ou ficando a conhecer jogos como o “monte”, “bates”, tiro ao alvo, chinquilho, “burro”, entre outros.

Colaboração: Universidade Sénior da Nazaré (turma “Nazaré. História e Patrimónios”), Escola Profissional da Nazaré (curso Técnico de Apoio à Gestão Desportiva), “Casa do Adro – Associação Cultural” e Associação Recreativa Pederneirense.

No dia 18 de abril, venha jogar no Museu da Nazaré!



Museu Dr. Joaquim Manso | DRCC
Rua D. Fuas Roupinho | 2450-065 Sítio | Nazaré
telef. 262562801 | mjmanso@drcc.pt
http://mdjm-nazare.blogspot.com
https://www.facebook.com/MuseudaNazare

Horário de verão:
10h às 13h e das 14h às 19h

"Entrar ao Mar. Miniaturas de embarcações"



Já abriu a exposição "Entrar ao Mar. Miniaturas de embarcações", no Centro Cultural da Nazaré.


Na tarde de 19 de março, as embarcações tradicionais e o Tá-Mar Infantil foram as "estrelas" da sessão!

As crianças vieram trazer a sua alegria, a cor do traje tradicional e o ritmo da dança do folclore da Nazaré. E foram muitas as pessoas que vieram connosco celebrar! Por amizade, curiosidade, interesse, em lazer, turismo... Algumas para relembrar as suas antigas embarcações ou as dos seus familiares...

Os nossos agradecimentos a todas as entidades, voluntários e estagiários que colaboraram na organização e produção desta exposição!

Até 30 de abril, na Antiga Lota da Nazaré, visite a exposição "ENTRAR AO MAR. Miniaturas de embarcações do Museu Dr. Joaquim Manso", que conta com a colaboração do Município da Nazaré, NazaréTV e Tá-Mar Rancho Folclórico.


+ INFORMAÇÃO.






Exposição “ENTRAR AO MAR. Miniaturas de Embarcações do Museu Dr. Joaquim Manso”




Exposição “ENTRAR AO MAR. Miniaturas de Embarcações do Museu Dr. Joaquim Manso”
Calendarização: 19 março a 30 abril
Local: Centro Cultural da Nazaré 


Inauguração
sábado 19 de março, 15h30
com atuação do Tá-Mar Infantil – Rancho Folclórico

Colaboração Câmara Municipal da Nazaré


A partir do sábado 19 de março, o Museu Dr. Joaquim Manso – Museu da Nazaré apresenta a exposição temporária “Entrar ao Mar. Miniaturas de Embarcações”, que ficará patente ao público até 30 de abril, no Centro Cultural da Nazaré (antiga Lota).


O nome e as cores identificavam as embarcações que antes enchiam o areal da Praia da Nazaré, quando os pescadores “entravam ao mar”, numa luta diária nem sempre de igual para igual…

Esta é uma mostra incidente em miniaturas de embarcações tradicionais da costa portuguesa, com particular incidência na Nazaré, num intuito de divulgação da coleção do Museu Dr. Joaquim Manso, que foi sendo reunida com finalidade de documentar processos da pesca artesanal ou a história das próprias embarcações, seus pescadores e armadores. Algumas realizadas por artesãos, outras pelos próprios carpinteiros navais da região, estas miniaturas explanam a variedade de formas das nossas embarcações de pesca, de acordo com a área da atividade e as “artes de pesca”.
 

Da coleção do Museu Dr. Joaquim Manso – Museu da Nazaré fazem também parte miniaturas de embarcações de outras regiões da costa portuguesa, das quais são apresentadas algumas nesta exposição.
É de destacar um núcleo de miniaturas provenientes do Museu de Etnologia do Porto, em depósito no Museu da Nazaré desde os anos 1990, e que denotam a missão do então designado Museu de Etnografia e História do Douro Litoral, criado em 1945 sob tutela da Junta de Província do Douro Litoral.


Programação complementar
Visitas guiadas à exposição todas as quintas-feiras, pelas 14h30.

Colaboração
Câmara Municipal da Nazaré, Tá-Mar – Rancho Folclórico e NazaréTV


 

Contactos:
CENTRO CULTURAL DA NAZARÉ
Edifício Antiga Lota
Av. Manuel Remígio | 2450 – 106 Nazaré
telef. 262561194 (Turismo)
Horário:
segunda a sexta-feira, 9h30-13h | 14h30 – 18h
sábado, 15h – 18h

MUSEU DR. JOAQUIM MANSO| Direção Regional de Cultura do Centro
Rua D. Fuas Roupinho
2450-065 Sítio | NAZARÉ
telef. 262562801
mjmanso@drcc.pt
http://mdjm-nazare.blogspot.com
https://www.facebook.com/MuseudaNazare/

Conversas com Saúde. Ao sabor da corrente...



Numa parceria com o Centro de Saúde da Nazaré – Unidade de Saúde Familiar, o Museu Dr. Joaquim Manso irá promover uma série de conversas informais com o corpo clínico daquela instituição, em torno da história e da cultura marítima da Nazaré, através do voluntariado de Cecília Nunes.

A primeira sessão, a 10 de março, versou sobre as “Embarcações tradicionais e as Artes de Pesca”, nomeadamente a “arte xávega”. Em vários espaços públicos ou privados da Nazaré, é comum encontrarmos miniaturas de barcos e redes, utilizadas simplesmente como objetos decorativos, esquecendo-se o valor cultural que encerram e a sua relação com a comunidade, que são essenciais na sua exposição no Museu.

O mar sempre ocupou um espaço muito importante na cultura portuguesa, foi através dele que a nacionalidade estendeu a sua influência a vastas regiões do globo. Por sua vez, a pesca teve um lugar determinante na História Portuguesa, na alimentação, na economia e na expansão marítima, condicionando as atividades a montante e a jusante, como a produção de sal e as indústrias da construção naval e conserveira.

Com as inovações técnicas, sobretudo a partir de meados do séc. XX, os pescadores foram substituindo os processos tradicionais por outros mais modernos, à procura de uma maior rentabilidade. Foram-se perdendo artes, gestos e linguagens, bem como a cor e os movimentos nas praias da costa portuguesa.

Foram, pois, os pescadores e as embarcações tradicionais de arte xávega o tema da primeira conversa com o corpo clínico do Centro de Saúde da Nazaré, num projeto dinamizado pela voluntária Cecília Nunes, com o apoio do Museu Dr. Joaquim Manso.

Um tempo de “pausa” dedicado a “saber mais” sobre o património e as tradições locais, porque “saber mais” é também “ter mais saúde” e estar mais próximo dos utentes e doentes.



"Caricaturas de outras gentes. Coleção do Dr. Joaquim Manso"

Já abriu a exposição "Caricaturas de outras gentes. Coleção do Dr. Joaquim Manso", na Galeria Municipal Paul Girol.

A mostra pode ser visitada de segunda a sexta-feira, das 9h30-13h00 e das 14h00 às 18h00. Aos sábados das 15h00 às 18h00.

Até 5 de março, passe por lá... Vai ver que vale a pena!





Dia dos Namorados | Um poema da Nazaré

14 de fevereiro | Dia dos Namorados



"COMO EU TE AMO

Se escuto os sons concertados,
Dos sinos da Pederneira,
Sinto a doçura da vida
N’uma lembrança fagueira.


Se escuto a brisa do norte
Por cima dos meus telhados,
Não sei o que então recordo
Tranquillos são meus cuidados.


Se escuto a canção dolente,
Que desprende o marinheiro,
Ao rijo açoite dos ventos,
No seu baixel tão veleiro;


E os doces balidos, ternos,
Dos cordeiritos n’aldeia,
Sinto inspirar-me a ventura,
-Amor! – meu peito incendeia!


Mas, nem os sinos das torres;
Nem ventos a sibilar;
Nem canções de marinheiros;
Nem cordeiros a pastar,
M’inspiraram tanta doçura
Como a luz do teu olhar!"


Nazareth, 1886
Epiphanio de Figueiredo e Sousa, in “Brizas da Nazareth”, 1899.


© Imagem: Postal “Idílio Nazareno em Trajes Regionais. Nazaré – Portugal. Nº24”. Edição da Agência Vieira – Nazaré – Foto J. Vieira. Museu Dr. Joaquim Manso inv. 905 BPI

Terminando mais um Carnaval...

© Imagem: Álvaro Laborinho (1879-1970), "Grupo de Carnaval", Nazaré, 1907 (3 horas). MDJM inv. 925 Fot.(pormenor)


"O CARNAVAL É UMA TENTATIVA ATREVIDA PARA DESCOBRIR A ALEGRIA" (Joaquim Manso, 1937).

Estando mesmo a terminar o Carnaval, com o "Enterro do Santo Entrudo" na praia, colaboramos na despedida com "pensamentos" do nosso patrono, o escritor Joaquim Manso.
 Alertam-nos para a reflexão moral subjacente a este período de folia, antecedente da introspeção do período tradicional da Quaresma, com início na chamada "Quarta-Feira de Cinzas".

"O Carnaval só tem este inconveniente - chega tarde para os que não sabem rir e cedo para os que ainda não aprenderam" (In "Malícia sem maldade", 1937, p.103).

"Quando os povos começam a criticar a maneira de se divertirem, sentido-se incapazes de folgar até à farsa e ao entremez, mofando, escarnecendo, durante três dias absurdos, da gravidade e da prudência dum ano inteiro, necessitam mudar de ares ou recorrer à hidroterapia" (In "Malícia sem maldade", 1937, p.106).

 

DIZERES DA NAZARÉ e o Monte de São Brás



Subida ao Monte de S. Brás, lado Oeste. Carnaval 1979. MDJM inv. L43-4-1


DIZERES DA NAZARÉ | mês de fevereiro

“Qu'a terra lhe seja lev cmò Monte de San Brás!” [Que a terra lhe seja leve como o Monte de São Brás!] - Expressão empregue em relação a uma pessoa morta que foi “má” em vida.

O Monte de São Brás, também conhecido como Monte de São Bartolomeu, está localizado na Nazaré, entre a Pederneira e os campos do Valado, erguendo-se afilado e verdejante, entre o pinhal circundante. É um verdadeiro monumento natural, envolto em lendas e mitos. 


Início do São Brás. Carnaval da Nazaré, 1979


No dia 3 de fevereiro, Dia de São Brás, a ele afluem os foliões da Nazaré, dando início oficial ao Carnaval. Restaurantes, lojas e escolas fecham mais cedo e, no sopé do monte, acendem-se fogueiras, assam-se chouriços e fazem-se piqueniques, comem-se “passarolas” (colares de maçã seca) e, “ensaiados” (mascarados), após a apresentação dos Reis de Carnaval, termina-se a tarde a dançar ao som das marchas, tocadas por uma banda local. 




Festa de S. Brás. Venda de Passarolas. Carnaval 1979. MDJM inv. L42-5-5

Aos músicos e mascarados, juntam-se vendedores e curiosos, que transformam o Monte de São Brás num espaço predominantemente de diversão pagã.

Os mais corajosos atrevem-se a subir ao cimo do monte. Mas o esforço é bem recompensado... uma vista deslumbrante sobre a Nazaré e uma paisagem que se estende até ao mar! Junto à pequena ermida com a invocação do Santo, é tempo de relembrar as lendas sobre aqueles que aí viveram, como o misterioso ermitão Manuel Luís e, antes dele, em 711, D. Rodrigo, o último rei dos visigodos que traria trazido a milagrosa imagem de Nossa Senhora da Nazaré para esta região. 



Conheça esta e outras expressões da Nazaré na publicação de Armando Sales Macatrão, “Expressões da Nazareth”, 1ª ed., 1988.

Exposição "Caricaturas de outras gentes. Coleção do Dr. Joaquim Manso"

Armando Boaventura. MDJM inv. 54 des.


O Museu apresenta "Caricaturas de outras gentes. Coleção do Dr. Joaquim Manso", na Galeria Municipal Paul Girol, na Nazaré

Entre 13 de fevereiro e 5 de março, “Caricaturas de outras gentes” é o tema da exposição apresentada pelo Museu Dr. Joaquim Manso na Galeria Municipal Paul Girol. As caricaturas, do acervo do Museu, faziam parte da coleção de Joaquim Manso (1878-1956), representando este jornalista e outras figuras da vida pública dos inícios do século XX.

Estão presentes artistas como Francisco Valença, Amarelhe, Armando Boaventura, Teixeira Cabral, Canelas e os estrangeiros Kelen Genf e Maribona, que, sobretudo a traço preto, destacam de forma bem-humorada ou crítica algumas personagens do círculo político e intelectual da época. Várias privavam de perto com Joaquim Manso e as suas caricaturas destinavam-se certamente à imprensa, nomeadamente ao “Diário de Lisboa”, de que Joaquim Manso (+ informação aqui) foi fundador e diretor durante 35 anos.

Género artístico que, em Portugal, vinha ganhando relevo desde o final do século XIX, com a ação do prodigioso e multifacetado Rafael Bordalo Pinheiro, a caricatura encontrou na imprensa um espaço público mais visível, que hoje a torna, a par da sua apreciação estética, numa fonte de significado sociológico ou num instrumento de descodificação da realidade histórico-político da época.

Nas primeiras décadas do século XX, a caricatura e a visão humorista ocuparam um lugar de relevo também entre os artistas modernistas que procuravam romper com a linguagem oitocentista, entre os quais encontramos alguns dos artistas aqui patentes, como Amarelhe e Francisco Valença.

Do conjunto apresentado nesta exposição, sobressai a caricatura individualizada, centrada no exagero das particularidades físicas do rosto. Algumas, acompanhadas por anotações escritas, apontam a denúncia ou o comentário satírico da vida nacional.

O período da sua produção – anos 1920 e 1930 – é também interessante para a história da caricatura portuguesa, num momento de charneira, marcado, a nível internacional, pelo período entre-Guerras e, no país, pelo fim da I República e o início da Ditadura e o que esta significou em termos de orientação editorial e da liberdade de expressão na imprensa e na cultura em geral.

Notabilizando-se como escritor, ensaísta e jornalista, Joaquim Manso passava as férias nesta vila piscatória, no edifício que vem a ser doado ao Estado em 1968, para aí se instalar o Museu da Nazaré, inaugurado em 1976.

Nesta exposição, é apresentada pela primeira vez parte da coleção de caricaturas do jornalista, doadas ao Museu em 1977, pelo filho Eng. Pedro Manso Lefèvre.

Ligação ao portal do Município da Nazaré.


Galeria Municipal Paul Girol

Rua Grupo Desportivo “Os Nazarenos”
2450-291 Nazaré
segunda-feira a sexta-feira
9h30 às 13h | 14h às 18h
sábado | 15h às 18h