Tertúlia "Barcos da Nazaré. Ontem e hoje"


Tertúlia "Barcos da Nazaré. Ontem e hoje"

Assinalando o encerramento da exposição "Entrar ao Mar. Miniaturas de Embarcações do Museu Dr. Joaquim Manso" decorreu no dia 28 de abril a Tertúlia "Barcos da Nazaré. Ontem e hoje", no Centro Cultural da Nazaré.

Jaime Vagos, pescador de arte xávega, Henrique Piló, pescador do candil, e Joaquim Zarro, Presidente da Associação de Armadores e Pescadores da Nazaré, vieram trazer a sua experiência, conhecimentos e preocupações com a situação atual das pescas. A arte xávega já não se pratica na Nazaré, nem para fins turísticos; nem meia dúzia de pescadores hoje se dedica ao "candil"; quem continua a querer ir ao mar já não sabe se o pode fazer, com a acelerada diminuição do número de marítimos.

Entre quotas de pescado, diferenças e continuidades nas embarcações e artes de pesca, os perigos e problemas que se levantam numa vida considerada precária, todos concluem que, no entanto, não sabem nem querem fazer outra coisa senão "ir ao mar"...
Uma conversa animada, que foi suscitando o interesse da assistência, também ela muito participativa.
Agradecemos a colaboração do Centro Cultural da Nazaré / CMN, de Emílio Vasco, de todos os oradores, bem como da Prof. Carla Maurício e dos alunos de "Ciências do Mar" da Universidade Sénior da Nazaré!


tertúlia "Barcos da Nazaré. Ontem e hoje"



tertúlia
“Barcos da Nazaré. Ontem e hoje”

28 de abril, 15 horas
Centro Cultural da Nazaré



No âmbito da programação cultural da exposição temporária “ENTRAR AO MAR. Miniaturas de Embarcações do Museu Dr. Joaquim Manso”, patente no Centro Cultural da Nazaré (antiga Lota), convidamos para uma conversa com pescadores e antigos pescadores, sobre barcos e artes de pesca tradicionais da Nazaré. Vão ser eles os protagonistas, vamos escutar as suas memórias, as suas histórias e saberes...

Contamos ainda com a presença dos alunos da turma “Ciências do Mar”, da Universidade Sénior da Nazaré / Câmara Municipal da Nazaré, orientados pela prof. Carla Maurício.

A exposição “ENTRAR AO MAR. Miniaturas de Embarcações do Museu Dr. Joaquim Manso” apresenta um conjunto de miniaturas de embarcações tradicionais da costa portuguesa, com particular incidência na Nazaré, num intuito de divulgar a coleção do Museu Dr. Joaquim Manso, que foi sendo reunida com finalidade de documentar processos da pesca artesanal ou a história das próprias embarcações, seus pescadores e armadores.

É de destacar um núcleo de miniaturas provenientes do Museu de Etnologia do Porto, em depósito no Museu da Nazaré desde os anos 1990, e que denotam a missão do então designado Museu de Etnografia e História do Douro Litoral, criado em 1945 sob tutela da Junta de Província do Douro Litoral.

Calendarização da exposição:
19 março a 30 abril
Local: Centro Cultural da Nazaré
Organização: Museu Dr. Joaquim Manso
Colaboração: Câmara Municipal da Nazaré e apoio da Nazaré TV e de Tá-Mar – Rancho Folclórico


CENTRO CULTURAL DA NAZARÉ
Edifício Antiga Lota
Av. Manuel Remígio | 2450 – 106 Nazaré
telef. 262561194 (Turismo)
Horário:
segunda a sexta-feira, 9h30-13h | 14h30 – 17h30h
sábado, 15h – 18h

MUSEU DR. JOAQUIM MANSO| Direção Regional de Cultura do Centro

Rua D. Fuas Roupinho
2450-065 Sítio | NAZARÉ
telef. 262562801
mjmanso@drcc.pt
http://mdjm-nazare.blogspot.com
https://www.facebook.com/MuseudaNazare/

18 abril | Dia de Jogos no Museu


Banca


18 abril | DIA INTERNACIONAL DOS MONUMENTOS E SÍTIOS
2016 "Desporto. Um Património Comum"

O Museu Dr. Joaquim Manso lançou o desafio e, no dia 18 de abril - Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, tivemos uma animada tarde de jogos tradicionais!


Os alunos da Universidade Sénior da Nazaré / Município da Nazaré trouxeram a sua alegria e a sabedoria dos "jogos d'antigamente" - jogo dos bates, ao monte, chocalho, pião, mosca, ...


Os alunos de Desporto da EPNazaré - Escola Profissional da Nazaré experimentaram esses jogos, mas também vieram explicar ou desafiar a jogar uma nova versão do chinquilho, a petanca, o tiro ao alvo com arco ou testar o equilíbrio com o aro de uma bicicleta.


Jogou-se também ao chinquilho tradicional, com o equipamento gentilmente cedido pela Casa do Adro - Associação Cultural / Associação Recreativa Pederneirense.


Pelo meio, jogou-se ainda ao "A um ar", "Aqui vai o lenço", "Pisca o olho" e, em grande animação, alunos, funcionários do Museu e visitantes, todos juntos, terminámos a tarde com o "jogo da banca", que tradicionalmente se jogava nas ruas da Nazaré, no período da Páscoa, sobretudo na Sexta-feira Santa.

Não se sabe bem qual a equipa vencedora, se foi "a de cima", se "a de baixo", mas o que é certo... é que todos nos divertimos muito, numa tarde de convívio em torno do "Desporto. Um Património Comum"!

+ INFORMAÇÃO sobre o programa DIMS2016.


Pião

Aro

Petanca

Monte

Chinquilho 2

Chinquilho

Tiro ao alvo





Dia Internacional dos Monumentos e Sítios | 16 a 18 abril



Dia Internacional dos Monumentos e Sítios

16 a 18 abril 2016


O Museu Dr. Joaquim Manso comemora o Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, este ano dedicado ao tema Desporto. Um Património Comum, com um programa que se distribui desde o dia 16 de abril à segunda-feira 18 de abril, em que se encontrará excepcionalmente aberto ao público.


Mostra expositiva “Memórias desportivas da Nazaré”

16 a 18 de abril 2016

Divulgação de aspetos da coleção do Museu Dr. Joaquim Manso | Museu da Nazaré relacionados com o tema “Desporto”, trazendo à memória jogos tradicionais na Nazaré, que eram praticados nas ruas ou na praia (“bates”, “tá abafado”, “o monte”, “a banca”, “jogar aos aparelhos”, entre outros), bem como espaços da vila piscatória relacionados com a atividade desportiva (campo de ténis, tiro ao alvo, futebol, ciclismo, …), sem esquecer a Praia do Norte, hoje tão procurada pelos amantes do surf.

Visitas guiadas: 11h e 15 horas, nos dias 16, 17 e 18 de abril


Atividade “JOGOS D’ANTIGAMENTE”

18 de abril 2016, 14h30

A partir da mostra expositiva “Memórias desportivas da Nazaré”, convidamos a vir ao Museu Dr. Joaquim Manso para uma tarde de jogos tradicionais, relembrando ou ficando a conhecer jogos como o “monte”, “bates”, tiro ao alvo, chinquilho, “burro”, entre outros.

Colaboração: Universidade Sénior da Nazaré (turma “Nazaré. História e Patrimónios”), Escola Profissional da Nazaré (curso Técnico de Apoio à Gestão Desportiva), “Casa do Adro – Associação Cultural” e Associação Recreativa Pederneirense.

No dia 18 de abril, venha jogar no Museu da Nazaré!



Museu Dr. Joaquim Manso | DRCC
Rua D. Fuas Roupinho | 2450-065 Sítio | Nazaré
telef. 262562801 | mjmanso@drcc.pt
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https://www.facebook.com/MuseudaNazare

Horário de verão:
10h às 13h e das 14h às 19h

"Entrar ao Mar. Miniaturas de embarcações"



Já abriu a exposição "Entrar ao Mar. Miniaturas de embarcações", no Centro Cultural da Nazaré.


Na tarde de 19 de março, as embarcações tradicionais e o Tá-Mar Infantil foram as "estrelas" da sessão!

As crianças vieram trazer a sua alegria, a cor do traje tradicional e o ritmo da dança do folclore da Nazaré. E foram muitas as pessoas que vieram connosco celebrar! Por amizade, curiosidade, interesse, em lazer, turismo... Algumas para relembrar as suas antigas embarcações ou as dos seus familiares...

Os nossos agradecimentos a todas as entidades, voluntários e estagiários que colaboraram na organização e produção desta exposição!

Até 30 de abril, na Antiga Lota da Nazaré, visite a exposição "ENTRAR AO MAR. Miniaturas de embarcações do Museu Dr. Joaquim Manso", que conta com a colaboração do Município da Nazaré, NazaréTV e Tá-Mar Rancho Folclórico.


+ INFORMAÇÃO.






Exposição “ENTRAR AO MAR. Miniaturas de Embarcações do Museu Dr. Joaquim Manso”




Exposição “ENTRAR AO MAR. Miniaturas de Embarcações do Museu Dr. Joaquim Manso”
Calendarização: 19 março a 30 abril
Local: Centro Cultural da Nazaré 


Inauguração
sábado 19 de março, 15h30
com atuação do Tá-Mar Infantil – Rancho Folclórico

Colaboração Câmara Municipal da Nazaré


A partir do sábado 19 de março, o Museu Dr. Joaquim Manso – Museu da Nazaré apresenta a exposição temporária “Entrar ao Mar. Miniaturas de Embarcações”, que ficará patente ao público até 30 de abril, no Centro Cultural da Nazaré (antiga Lota).


O nome e as cores identificavam as embarcações que antes enchiam o areal da Praia da Nazaré, quando os pescadores “entravam ao mar”, numa luta diária nem sempre de igual para igual…

Esta é uma mostra incidente em miniaturas de embarcações tradicionais da costa portuguesa, com particular incidência na Nazaré, num intuito de divulgação da coleção do Museu Dr. Joaquim Manso, que foi sendo reunida com finalidade de documentar processos da pesca artesanal ou a história das próprias embarcações, seus pescadores e armadores. Algumas realizadas por artesãos, outras pelos próprios carpinteiros navais da região, estas miniaturas explanam a variedade de formas das nossas embarcações de pesca, de acordo com a área da atividade e as “artes de pesca”.
 

Da coleção do Museu Dr. Joaquim Manso – Museu da Nazaré fazem também parte miniaturas de embarcações de outras regiões da costa portuguesa, das quais são apresentadas algumas nesta exposição.
É de destacar um núcleo de miniaturas provenientes do Museu de Etnologia do Porto, em depósito no Museu da Nazaré desde os anos 1990, e que denotam a missão do então designado Museu de Etnografia e História do Douro Litoral, criado em 1945 sob tutela da Junta de Província do Douro Litoral.


Programação complementar
Visitas guiadas à exposição todas as quintas-feiras, pelas 14h30.

Colaboração
Câmara Municipal da Nazaré, Tá-Mar – Rancho Folclórico e NazaréTV


 

Contactos:
CENTRO CULTURAL DA NAZARÉ
Edifício Antiga Lota
Av. Manuel Remígio | 2450 – 106 Nazaré
telef. 262561194 (Turismo)
Horário:
segunda a sexta-feira, 9h30-13h | 14h30 – 18h
sábado, 15h – 18h

MUSEU DR. JOAQUIM MANSO| Direção Regional de Cultura do Centro
Rua D. Fuas Roupinho
2450-065 Sítio | NAZARÉ
telef. 262562801
mjmanso@drcc.pt
http://mdjm-nazare.blogspot.com
https://www.facebook.com/MuseudaNazare/

Conversas com Saúde. Ao sabor da corrente...



Numa parceria com o Centro de Saúde da Nazaré – Unidade de Saúde Familiar, o Museu Dr. Joaquim Manso irá promover uma série de conversas informais com o corpo clínico daquela instituição, em torno da história e da cultura marítima da Nazaré, através do voluntariado de Cecília Nunes.

A primeira sessão, a 10 de março, versou sobre as “Embarcações tradicionais e as Artes de Pesca”, nomeadamente a “arte xávega”. Em vários espaços públicos ou privados da Nazaré, é comum encontrarmos miniaturas de barcos e redes, utilizadas simplesmente como objetos decorativos, esquecendo-se o valor cultural que encerram e a sua relação com a comunidade, que são essenciais na sua exposição no Museu.

O mar sempre ocupou um espaço muito importante na cultura portuguesa, foi através dele que a nacionalidade estendeu a sua influência a vastas regiões do globo. Por sua vez, a pesca teve um lugar determinante na História Portuguesa, na alimentação, na economia e na expansão marítima, condicionando as atividades a montante e a jusante, como a produção de sal e as indústrias da construção naval e conserveira.

Com as inovações técnicas, sobretudo a partir de meados do séc. XX, os pescadores foram substituindo os processos tradicionais por outros mais modernos, à procura de uma maior rentabilidade. Foram-se perdendo artes, gestos e linguagens, bem como a cor e os movimentos nas praias da costa portuguesa.

Foram, pois, os pescadores e as embarcações tradicionais de arte xávega o tema da primeira conversa com o corpo clínico do Centro de Saúde da Nazaré, num projeto dinamizado pela voluntária Cecília Nunes, com o apoio do Museu Dr. Joaquim Manso.

Um tempo de “pausa” dedicado a “saber mais” sobre o património e as tradições locais, porque “saber mais” é também “ter mais saúde” e estar mais próximo dos utentes e doentes.



"Caricaturas de outras gentes. Coleção do Dr. Joaquim Manso"

Já abriu a exposição "Caricaturas de outras gentes. Coleção do Dr. Joaquim Manso", na Galeria Municipal Paul Girol.

A mostra pode ser visitada de segunda a sexta-feira, das 9h30-13h00 e das 14h00 às 18h00. Aos sábados das 15h00 às 18h00.

Até 5 de março, passe por lá... Vai ver que vale a pena!





Dia dos Namorados | Um poema da Nazaré

14 de fevereiro | Dia dos Namorados



"COMO EU TE AMO

Se escuto os sons concertados,
Dos sinos da Pederneira,
Sinto a doçura da vida
N’uma lembrança fagueira.


Se escuto a brisa do norte
Por cima dos meus telhados,
Não sei o que então recordo
Tranquillos são meus cuidados.


Se escuto a canção dolente,
Que desprende o marinheiro,
Ao rijo açoite dos ventos,
No seu baixel tão veleiro;


E os doces balidos, ternos,
Dos cordeiritos n’aldeia,
Sinto inspirar-me a ventura,
-Amor! – meu peito incendeia!


Mas, nem os sinos das torres;
Nem ventos a sibilar;
Nem canções de marinheiros;
Nem cordeiros a pastar,
M’inspiraram tanta doçura
Como a luz do teu olhar!"


Nazareth, 1886
Epiphanio de Figueiredo e Sousa, in “Brizas da Nazareth”, 1899.


© Imagem: Postal “Idílio Nazareno em Trajes Regionais. Nazaré – Portugal. Nº24”. Edição da Agência Vieira – Nazaré – Foto J. Vieira. Museu Dr. Joaquim Manso inv. 905 BPI

Terminando mais um Carnaval...

© Imagem: Álvaro Laborinho (1879-1970), "Grupo de Carnaval", Nazaré, 1907 (3 horas). MDJM inv. 925 Fot.(pormenor)


"O CARNAVAL É UMA TENTATIVA ATREVIDA PARA DESCOBRIR A ALEGRIA" (Joaquim Manso, 1937).

Estando mesmo a terminar o Carnaval, com o "Enterro do Santo Entrudo" na praia, colaboramos na despedida com "pensamentos" do nosso patrono, o escritor Joaquim Manso.
 Alertam-nos para a reflexão moral subjacente a este período de folia, antecedente da introspeção do período tradicional da Quaresma, com início na chamada "Quarta-Feira de Cinzas".

"O Carnaval só tem este inconveniente - chega tarde para os que não sabem rir e cedo para os que ainda não aprenderam" (In "Malícia sem maldade", 1937, p.103).

"Quando os povos começam a criticar a maneira de se divertirem, sentido-se incapazes de folgar até à farsa e ao entremez, mofando, escarnecendo, durante três dias absurdos, da gravidade e da prudência dum ano inteiro, necessitam mudar de ares ou recorrer à hidroterapia" (In "Malícia sem maldade", 1937, p.106).

 

DIZERES DA NAZARÉ e o Monte de São Brás



Subida ao Monte de S. Brás, lado Oeste. Carnaval 1979. MDJM inv. L43-4-1


DIZERES DA NAZARÉ | mês de fevereiro

“Qu'a terra lhe seja lev cmò Monte de San Brás!” [Que a terra lhe seja leve como o Monte de São Brás!] - Expressão empregue em relação a uma pessoa morta que foi “má” em vida.

O Monte de São Brás, também conhecido como Monte de São Bartolomeu, está localizado na Nazaré, entre a Pederneira e os campos do Valado, erguendo-se afilado e verdejante, entre o pinhal circundante. É um verdadeiro monumento natural, envolto em lendas e mitos. 


Início do São Brás. Carnaval da Nazaré, 1979


No dia 3 de fevereiro, Dia de São Brás, a ele afluem os foliões da Nazaré, dando início oficial ao Carnaval. Restaurantes, lojas e escolas fecham mais cedo e, no sopé do monte, acendem-se fogueiras, assam-se chouriços e fazem-se piqueniques, comem-se “passarolas” (colares de maçã seca) e, “ensaiados” (mascarados), após a apresentação dos Reis de Carnaval, termina-se a tarde a dançar ao som das marchas, tocadas por uma banda local. 




Festa de S. Brás. Venda de Passarolas. Carnaval 1979. MDJM inv. L42-5-5

Aos músicos e mascarados, juntam-se vendedores e curiosos, que transformam o Monte de São Brás num espaço predominantemente de diversão pagã.

Os mais corajosos atrevem-se a subir ao cimo do monte. Mas o esforço é bem recompensado... uma vista deslumbrante sobre a Nazaré e uma paisagem que se estende até ao mar! Junto à pequena ermida com a invocação do Santo, é tempo de relembrar as lendas sobre aqueles que aí viveram, como o misterioso ermitão Manuel Luís e, antes dele, em 711, D. Rodrigo, o último rei dos visigodos que traria trazido a milagrosa imagem de Nossa Senhora da Nazaré para esta região. 



Conheça esta e outras expressões da Nazaré na publicação de Armando Sales Macatrão, “Expressões da Nazareth”, 1ª ed., 1988.

Exposição "Caricaturas de outras gentes. Coleção do Dr. Joaquim Manso"

Armando Boaventura. MDJM inv. 54 des.


O Museu apresenta "Caricaturas de outras gentes. Coleção do Dr. Joaquim Manso", na Galeria Municipal Paul Girol, na Nazaré

Entre 13 de fevereiro e 5 de março, “Caricaturas de outras gentes” é o tema da exposição apresentada pelo Museu Dr. Joaquim Manso na Galeria Municipal Paul Girol. As caricaturas, do acervo do Museu, faziam parte da coleção de Joaquim Manso (1878-1956), representando este jornalista e outras figuras da vida pública dos inícios do século XX.

Estão presentes artistas como Francisco Valença, Amarelhe, Armando Boaventura, Teixeira Cabral, Canelas e os estrangeiros Kelen Genf e Maribona, que, sobretudo a traço preto, destacam de forma bem-humorada ou crítica algumas personagens do círculo político e intelectual da época. Várias privavam de perto com Joaquim Manso e as suas caricaturas destinavam-se certamente à imprensa, nomeadamente ao “Diário de Lisboa”, de que Joaquim Manso (+ informação aqui) foi fundador e diretor durante 35 anos.

Género artístico que, em Portugal, vinha ganhando relevo desde o final do século XIX, com a ação do prodigioso e multifacetado Rafael Bordalo Pinheiro, a caricatura encontrou na imprensa um espaço público mais visível, que hoje a torna, a par da sua apreciação estética, numa fonte de significado sociológico ou num instrumento de descodificação da realidade histórico-político da época.

Nas primeiras décadas do século XX, a caricatura e a visão humorista ocuparam um lugar de relevo também entre os artistas modernistas que procuravam romper com a linguagem oitocentista, entre os quais encontramos alguns dos artistas aqui patentes, como Amarelhe e Francisco Valença.

Do conjunto apresentado nesta exposição, sobressai a caricatura individualizada, centrada no exagero das particularidades físicas do rosto. Algumas, acompanhadas por anotações escritas, apontam a denúncia ou o comentário satírico da vida nacional.

O período da sua produção – anos 1920 e 1930 – é também interessante para a história da caricatura portuguesa, num momento de charneira, marcado, a nível internacional, pelo período entre-Guerras e, no país, pelo fim da I República e o início da Ditadura e o que esta significou em termos de orientação editorial e da liberdade de expressão na imprensa e na cultura em geral.

Notabilizando-se como escritor, ensaísta e jornalista, Joaquim Manso passava as férias nesta vila piscatória, no edifício que vem a ser doado ao Estado em 1968, para aí se instalar o Museu da Nazaré, inaugurado em 1976.

Nesta exposição, é apresentada pela primeira vez parte da coleção de caricaturas do jornalista, doadas ao Museu em 1977, pelo filho Eng. Pedro Manso Lefèvre.

Ligação ao portal do Município da Nazaré.


Galeria Municipal Paul Girol

Rua Grupo Desportivo “Os Nazarenos”
2450-291 Nazaré
segunda-feira a sexta-feira
9h30 às 13h | 14h às 18h
sábado | 15h às 18h

Guarda a tua MARCHA no Museu! Carnaval 2016




Na Nazaré, já se vive o Carnaval, uma das festas nazarenas mais populares e intensamente vividas por toda a comunidade.

O Museu Dr. Joaquim Manso vem, mais uma vez, lançar o desafio a todos os grupos carnavalescos e foliões, para que nos entreguem uma cópia das “marchas” (letra e/ou música).
 

O Museu Dr. Joaquim Manso tem vindo a reunir um número considerável de letras de marchas, sendo a mais antiga datada de 1928. Hoje, esta “Marchoteca” constitui a memória de tantos Carnavais nazarenos e é património de todos.

As marchas poderão ser entregues no próprio Museu, enviadas por e-mail para mjmanso@drcc.pt ou através da nossa página no Facebook ( https://www.facebook.com/MuseudaNazare )

A colaboração de todos é imprescindível para a actualização da “marchoteca do Carnaval da Nazaré”!


O Museu Dr. Joaquim Manso deseja um BOM CARNAVAL 2016 a todos os foliões!


Para + informação sobre o Carnaval da Nazaré 2016, clique aqui. 

"Seca fatos de oleado" é o Mote do Carnaval Nazaré 2016


Lança Cordeiro (1938 - 2000), “Roupa estendida ao sol entre os barcos no areal”, s.d. [anos 1950-70]. MDJM inv. 3162 Fot.

 

“Seca fat's d'óliad” [Seca fatos de oleado!] é o Mote do Carnaval 2016 na Nazaré, expressão empregue em relação a uma pessoa maçadora e que remete para a identidade nazarena ligada ao mar e à pesca do bacalhau.

Na Nazaré, em meados do século XX, era comum avistarem-se muitos fatos de oleado a secar nas ruas e em quintais, principalmente, antes dos bacalhoeiros partirem para as longas viagens de sete ou mais meses, para a Terra Nova e Gronelândia.

Nas lojas de fazendas, as mulheres dos bacalhoeiros compravam pano-cru (tecido de algodão assim designado por não possuir qualquer coloração) e levavam-no às costureiras para fazer os fatos dos seus familiares, por medida.

Uma fábrica de fiação localizada à entrada de Alcobaça (na estrada Valado-Alcobaça) era a principal fornecedora das lojas de fazendas locais. Aos fatos acabados era, depois, aplicada uma série de demãos de óleo de linhaça, para ficarem impermeáveis. Cada demão levava cerca de uma semana a secar, pelo que só após várias semanas os fatos de oleado ficavam prontos.

Esta ideia de duração está, por isso, subjacente à expressão nazarena “seca fatos de oleado”, quando aplicada em relação a alguém cansativo ou maçador.

Um fato de oleado completo, para o bacalhau, incluía um “sueste” (chapéu), um casaco, um par de calças, um par de mangas (denominadas “manguitos”) e de um avental. Este último era utilizado pelos pescadores que, a bordo dos navios, escalavam o peixe.
 

Além de ser usado pelos antigos bacalhoeiros, este “fato de oleado” era usado também pelos pescadores “do candil”, ou seja, por aqueles que se dedicavam (e se dedicam) a pescar na enseada da Nazaré, sobretudo o carapau, um tipo de pesca que obriga o pescador a permanecer várias horas no mar.
 

Finalmente, também as velas de pano-cru de barcos como os batéis eram tratadas com óleo de linhaça.

E como no Carnaval da Nazaré não se quer ninguém “maçador”, o Museu Dr. Joaquim Manso deseja um BOM CARNAVAL 2016 a todos os foliões!

Para + informação sobre o Carnaval da Nazaré 2016, clique aqui.
 

Álvaro Laborinho (1879 - 1970), "Roupa estendida na praia", s.d. [anos 1910-30]. MDJM inv. 2521 Fot.

EXPOSIÇÃO "Estórias de heróis..." | PROLONGAMENTO


EXPOSIÇÃO "Estórias de heróis. Quando o mar se enfurece"... | PROLONGAMENTO
 
Em dias de inverno, de "mar ruim", é bom lembrar os "heróis" do passado (assim como os atuais) que comprometeram a sua segurança para salvar quem anda no mar. VISITE a nossa exposição "Estórias de heróis...", prolongada até final de janeiro!


Durante o inverno, são cada vez mais aqueles que acorrem à Nazaré para admirar a grandiosidade das suas ONDAS. No entanto, recentemente descobertas pelos surfistas de todo o mundo, as ondas desde sempre constituíram um desafio para quem se aventura ao mar na região. Em 1958, Artur Pastor dizia que “o mar típico da Nazaré, que evoca a luta e a tragédia – é o mar onde só os grandes se arriscam” ("Nazaré. Portugal", 1958).

Em embarcações de madeira, os homens faziam-se ao mar, nem sempre sabendo nadar. Métodos intuitivos, que exigiam grande capacidade de observação e transmissão de conhecimentos orais, alicerçavam uma pesca sobretudo artesanal. 

Este mar sem o qual os nazarenos não conseguem (sobre)viver, durante anos, foi também um “lago de dor”, espelhado no negro das vestes das mulheres.

Na praia ou na dita “Casa da Barca”, na Capitania, a Barca Salva-Vidas “NOSSA SENHORA DOS AFLITOS” estava sempre pronta para entrar ao mar em caso de aflição; foi seu primeiro “patrão” Joaquim Bernardo de Sousa Lobo. 


Nesta barca ou nas suas próprias embarcações, ante as condições adversas do mar, “JOAQUIM DA RITA”, como ficou conhecido, e outros marítimos como JOSÉ DA RABICHA (José Pereira Ganso), praticaram salvamentos em atos de verdadeiro heroísmo que lhes mereceram, por parte do Real Instituto de Socorros a Náufragos, reconhecimento e várias condecorações, que agora o Museu Dr. Joaquim Manso expõem pela primeira vez


Esta é uma exposição evocativa de alguns desses “heróis do mar”, um exemplo de coragem em prol dos outros e uma homenagem a todos aqueles que pereceram no mar.

Visite-nos!