Últimos dias da exposição "O meu cachené. Fotografia de Gisela e Antti Särkilahti"


LEMBRETE | Últimos dias da exposição de fotografia "O meu cachené", da autoria de Gisela e Antti Särkilahti
até 13 setembro


Se ainda não nos visitou, aproveite este últimos dias para descobrir as "mil e uma maneiras" da mulher da Nazaré usar o lenço.

A "nossa" vizinha Adelina respondeu ao nosso desafio e veio exemplificar algumas das maneiras registadas pela lente de Gisela e Antti Särkilahti, permitindo-nos fazer também o registo vídeo, para o Arquivo do Museu.

À Dona Adelina, à Gisela e ao Antti, o nosso reconhecimento por permitirem documentar e divulgar uma prática quotidiana de quem ainda usa "saia de roda" no seu dia-a-dia, cheia de significados e códigos femininos, passados de geração em geração.
Visualizar exemplo de vídeo 1 e vídeo 2






Do texto da exposição:

"O traje tradicional insere-se no complexo mundo da comunicação não verbal. Assim o constatava o estudioso Luís Chaves (1945): “Como se falasse, utilizando para tal uma determinada linguagem, o traje adquire um valor de comunicação que faz dele um sinal; no caso da indumentária regional um sinal de gente que vivia na região onde se usava” (Luís Chaves, “Considerações sobre o traje popular”, Brotéria, 1945).
O hábito da mulher cobrir a cabeça vem de tempos imemoriais. A sua justificação pode estar associada a questões de genuína proteção do sol e do frio ou a efeitos estéticos e de beleza; mas ao uso do lenço ligam-se também questões de identificação social, de respeito pelo sagrado ou de transmissão de estados emotivos. Certo é que, até muito recentemente, era raro a mulher andar de cabeça descoberta. 
Na Nazaré, o lenço (ou “cachené, como é localmente conhecido) é peça essencial de um traje tradicional ainda usado no dia-a-dia por muitas das mulheres mais velhas. 
Se a capa negra e o chapéu de feltro já desapareceram (em uso apenas pelos grupos folclóricos), o lenço persiste na sua notoriedade, somando-se ao “avental de festa” como fator de disputa e vaidade. 
Depois de penteado o cabelo e feito o “rolo”, a mulher coloca o lenço, de lã ou de algodão, estampado com decorações geométricas ou florais simples, delimitadas por uma barra lisa. É um quadrado com c. 1 metro que, depois de dobrado em triângulo rectângulo, proporciona efeitos estéticos por vezes surpreendentes, pelos seus padrões, cores e maneiras de pôr. 
Assim como o traje na sua globalidade, os lenços também denunciam a função social, de trabalho, festa ou cerimónia, sendo, nestes últimos casos, feitos de tecidos ou padrões mais cuidados. Por exemplo, os lenços em tom de roxo são mais comuns na proximidade do “Senhor dos Passos” (Quaresma); o preto ou o cinzento reservam-se aos momentos de luto.
Em geral, no dia-a-dia, outrora, eram de cores escuras e usados indistintamente. Agora, tornam-se cobiça de quem procura os antigos padrões e tecidos, convertidos em preciosas raridades; combinam-se as cores com o resto das peças do vestuário; a lã é substituída por outros materiais mais sintéticos e os padrões vão obedecendo aos ditames do mercado e às poucas lojas que ainda os vendem na Nazaré.
Consoante os traços da personalidade, os estados de espírito, as funções que a mulher esteja a desempenhar, para fins de agasalho ou nos momentos festivos ou “domingueiros”, as maneiras de dispor o lenço atraíram a lente de Álvaro Laborinho (1879-1970) e o lápis do artista Abílio de Mattos e Silva (1908-1985), nos anos 1930-70. Hoje, continuam a sobressair no registo fotográfico de Gisela e Antti Särkilahti, dois autores estrangeiros que há vários anos vêm fotografando a Nazaré e as suas gentes. 
Atados de diversas maneiras, ou apenas sobre a cabeça caindo soltos, os lenços “falam” pelas mulheres que os usam. Esta “comunicação” pressupõe a partilha de um mesmo sistema de valores e linguagem, frequentemente indecifrável para quem é exterior a essa comunidade.
Com esta exposição fotográfica, Gisela e Antti Särkilahti e o Museu Dr. Joaquim Manso prestam a sua homenagem às mulheres da Nazaré, últimas guardiãs desta herança cultural.

Dóris Santos | Museu Dr. Joaquim Manso, 2015"


Feriado Municipal 8 setembro



FESTAS EM HONRA DE NOSSA SENHORA DA NAZARÉ
 
Informamos que no dia 8 setembro, feriado municipal da Nazaré, estamos encerrados ao público.

Bom dia de Festas!

Imagem: "Festas em Honra de Nossa Senhora da Nazaré", s.d. Museu Dr. Joaquim Manso inv. 220 Fot.

Museu colabora na exposição sobre a Seca do Peixe




Exposição "Secagem do Peixe - Uma Arte" no Centro Cultural da Nazaré

Visite a exposição no Centro Cultural da Nazaré, entre 29 de agosto e 13 de setembro, numa organização da Câmara Municipal da Nazaré, que conta com o apoio do Museu Dr. Joaquim Manso na cedência de várias fotografias e objetos relacionados com a tradição da secagem do peixe na Nazaré.

Consulte também a nossa FICHA PATRIMÓNIO IMATERIAL
sobre a "Seca do Peixe na Nazaré" (clique aqui).

Estagiários no Museu



A Tatiana Branco, aluna do Curso de Organização de Eventos da EPN - Escola Profissional da Nazaré, tem estado a estagiar no Museu, entre junho e julho.
Foram várias as atividades em que colaborou, desde o apoio à montagem de exposições, divulgação de produtos da Loja, recepção / acolhimento ao visitante, "Objeto do Mês" de julho e atividades "Há VERÃO no Museu". 

Também a Anabela Ferreira, do Curso de Turismo Rural do CENCAL - núcleo de Alcobaça, está a estagiar no Museu, até setembro. Entre outras atividades, tem prestado apoio na recepção / acolhimento ao visitante, divulgação do Museu e análise de públicos e da realidade turística da Nazaré / Museu.

É sempre com agrado que o Museu está recetivo aos estágios curriculares da Escolas e Núcleos formativos da Região. Para as nossas estagiárias, desejamos a continuação de um bom percurso escolar e profissional!

Museu integra o percurso “Lenda & História”




Museu integra o percurso “Lenda & História”

Às quintas-feiras de manhã, durante julho e agosto, temos o prazer de receber os grupos do percurso "Lenda e & História", do programa "Viver o Mar" / Bandeira Azul, dinamizado pelo Município da Nazaré.

Durante o VERÃO, nas manhãs de quinta-feira, descubra a "Lenda & História" da Nazaré, percorrendo os seus espaços monumentais, na Praia e no Sítio!

Inscrições e concentração junto à Biblioteca de Praia, Nazaré. 





O "cachené" na fotografia de Gisela e Antti Särkilahti





Foi ao som da música dos "Abíliu's" e com muita alegria e boa disposição que se inaugurou a exposição de fotografia "O meu cachené", da autoria de Gisela e Antti Särkilahti, na soalheira tarde de 3 de julho.

Esta é uma exposição fotográfica que elege o tradicional lenço usado pela mulher da Nazaré, as suas cores, formas e diversas maneiras de pôr.

Muitos amigos dos Autores e do Museu estiveram presentes, para, em festa, celebrar a "mulher da Nazaré" e o facto de continuarem a ser "guardiãs" de tantas tradições.

O nosso especial "Obrigado" à Gisela e ao Antti, que conceberam e produziram esta exposição! Assim como ao Abílio Ferro e ao Abílio Caseiro, que animaram a tarde com a qualidade do seu repertório; e, finalmente, a todas as senhoras retratadas, captadas pela atenta objetiva de Gisela e Antti Särkilahti!

Até 1 de setembro, não perca esta exposição!



On the sunny afternoon of July 3rd, hearing the "Abíliu's" music and with great joy and cheerfulness, we opened the photography exhibition "O meu Cachené" ("My headscarf"), by Gisela and Antti Särkilahti.

This is a photographic exhibition which elects the traditional headscarf worn by women of Nazaré, its colors, shapes and different ways of putting.

Many friends of the Authors and Museum were present to celebrate "the Nazaré women" and the fact that they continue being "guardians" of so many traditions.

Our special "Thank you" to Gisela and Antti, who conceived and produced this exhibition! As to Abílio Ferro and Abílio Caseiro, that animated the afternoon with the quality of their musical repertoire; and, finally, to all portrayed ladies, captured by the attentive camera of Gisela and Antti Särkilahti!


Until 1 September, do not miss this exhibition!

Exposição “O meu Cachené. Fotografia de Gisela e Antti Särkilahti”



Exposição
“O meu Cachené. Fotografia de Gisela e Antti Särkilahti”
3 julho a 1 setembro 2015

Inauguração: 3 julho, 16 horas, com presença dos autores e momento musical com Abílio Caseiro e Abílio Ferro.

Durante o verão, o Museu da Nazaré apresenta uma exposição de fotografia de Gisela e Antti Särkilahti, autores estrangeiros que têm vindo a colaborar com o Museu através da edição de fotografias sobre as “figuras” da Nazaré atual, evidenciando, por um lado, a persistência de um passado nostálgico e, por outro, a resposta criativa desta comunidade marítima às relações contemporâneas com o mar e o turismo.

Na Nazaré, muitas das mulheres ainda usam o traje tradicional no dia-a-dia. Esta exposição incide nas diversas maneiras de usarem o lenço (popular e localmente denominado por “cachené”), surgidas espontaneamente ou correspondendo a estados emocionais codificados a nível individual ou comunitário. Se por um lado, as fotografias espelham um inventário exaustivo do quotidiano, por outro lado, enquanto registo esteticamente orientado, elas também desafiam a atentar na cor dos padrões dos tecidos, bem como nos ritmos sugeridos pelas criativas formas de colocar o lenço.

Uma exposição de fotografia para apreciar até 1 de setembro, no Museu da Nazaré, que convida a olhar para a singularidade do traje feminino, servindo também de pretexto para o registo de práticas populares tradicionais, do foro do património imaterial.


Mar e as suas tradições. Miniaturas do Mestre Herculano Elias



Exposição
"Mar e as suas tradições. Miniaturas do Mestre Herculano Elias"
6 a 28 junho 2015



Em junho, o Museu Dr. Joaquim Manso acolhe uma exposição de cerâmica do Mestre caldense Herculano Elias, um conjunto de miniaturas que elege como temática a Nazaré, as suas gentes, embarcações e tradições.

Nascido a 8 de julho de 1932, nas Caldas da Rainha, Herculano Elias é descendente de uma família de ceramistas, a destacar o seu tio-avô mestre Francisco Elias, criador da Escola Caldense das Miniaturas em Barro.

A sua Obra manifesta desde muito cedo o gosto pela arte da miniatura, dando continuidade até aos nossos dias, entre outros géneros, como cerâmica e pintura, que se expressa com personalidade própria, um exemplo de seriedade profissional, de muita dedicação e Mestria.

Os trabalhos apresentados são de um pormenor exacerbado, sendo rigorosa a indumentária como a realidade das cenas representadas, o que lhes dá o valor de verdadeiros documentos iconográficos regionais.

As "Danças Europeias" animaram o Museu e a Pederneira!






As "Danças Europeias" animaram o Museu e a Pederneira!


A tarde de domingo, 31 de maio, foi muito bem passada! No jardim do Museu, primeiro, o Trio "Espiral" veio ensinar algumas danças tradicionais europeias num Workshop. Seguiu-se um concorrido e animado baile, no edifício da Antiga Casa da Câmara, na Pederneira, ao som da sua maravilhosa música de inspiração celta


Esta foi uma iniciativa da Casa do Adro - Associação Cultural, com o Museu Dr. Joaquim Manso. Contou ainda com o apoio da Câmara Municipal da Nazaré, Associação Recreativa Pederneirense, Conceito Publicidade e Grupo Miramar.

+ informação sobre este evento AQUI.


Partilhamos umas fotografias para que se deixe contagiar pela alegria destes momentos de dança coletiva e descontraída, onde todos são convidados a participar!


31 maio | Danças Europeias chegam à Nazaré





Danças Europeias chegam à Nazaré

Casa do Adro e Museu Dr. Joaquim Manso promovem workshop e baile de danças tradicionais europeias



No domingo 31 de maio, a Casa do Adro - Associação Cultural e o Museu Dr. Joaquim Manso – Museu da Nazaré promovem um workshop e baile de danças tradicionais europeias, que contará com a atuação do trio de música celta "Espiral". Dois momentos complementares a decorrer no Sítio e na Pederneira, dirigidos a todas as idades.

O workshop de iniciação às danças europeias tem início às 15 horas, no Museu Dr. Joaquim Manso (Sítio da Nazaré). Ao longo de hora e meia, os participantes poderão aprender os primeiros passos de danças em grupo e a pares, de estilos tão variados como mazurka, círculo (jig), andro, bourrée ou scottish. O custo de inscrição é de 1euro.

Posteriormente, das 17h às 18h30, segue-se na Antiga Casa da Câmara (Pederneira), um baile animado pelo trio Espiral. A formação composta por Emiliana Silva (violino), Lara Figueiredo (flauta transversal) e Sara Vidal (harpa celta e guitarra), fará a apresentação do seu primeiro disco homónimo, com reportório tradicional da Irlanda, Escócia, Bretanha e Galiza.

O valor da entrada é de 3 euros, com desconto para sócios da Casa do Adro e da Associação Recreativa Pederneirense (2 euros) e crianças até aos dez anos (1 euro).

Esta iniciativa conjunta conta com o apoio da Câmara Municipal da Nazaré, Associação Recreativa Pederneirense, Conceito Publicidade e o Grupo Miramar. Mais informações em www.facebook.com/casadoadro.pederneira e www.facebook.com/MuseudaNazare.


Contatos:
Casa do Adro - Associação Cultural
Travessa do Pocinho nº 2
2450-060 Nazaré
e-mail: casadoadro.pederneira@gmail.com
www.facebook.com/casadoadro.pederneira


Museu Dr. Joaquim Manso | Direção Regional de Cultura do Centro
Rua D. Fuas Roupinho – Sítio
2450-065 Nazaré
Telef.: (+351) 262 562 801
e-mail: mjmanso@drcc.pt
http://mdjm-nazare.blogspot.pt/
www.facebook.com/MuseudaNazare



E assim foi a Noite e Dia Internacional dos Museus 2015




E assim foi a Noite dos Museus e o Dia Internacional dos Museus 2015. Bem Haja a todos os participantes! A festa só se faz com a vossa presença!



16 de maio | NOITE DOS MUSEUS

- Welcome drink e degustação “Sabores da Nazaré – As Conservas”, com a colaboração dos Cursos de Cozinha, Bar e Eventos da Escola Profissional da Nazaré, da Granja de Cister | Cooperativa Agrícola de Alcobaça e da peixeira Francelina Quinzico.

Evento integrado na exposição “Indústria Conserveira na Nazaré. Primeira Mostra”, uma organização conjunta da Câmara Municipal da Nazaré e Museu Dr. Joaquim Manso.
Local: Centro Cultural da Nazaré (antiga Lota)

- Abertura da exposição “José Júlio Zarro. A Nazaré na Pintura Naïf”
Local: Museu Dr. Joaquim Manso
(+ informação sobre esta exposição AQUI)


18 de maio | DIA INTERNACIONAL DOS MUSEUS



No dia 18 de maio fizemos a festa do Dia Internacional dos Museus com os alunos do 2º Ano do Centro Escolar da Nazaré / Agrupamento de Escolas da Nazaré! Vieram apreciar os "painéis de marinharia" elaborados na escola, com a ajuda dos familiares.
Depois, a grande surpresa foi a pintura de um muro do Museu, que fez o encanto da criançada. Assim, também eles fazem parte do "Nós" Museu!
E assim se concluiu o projeto educativo "NÓS DO MUSEU", desenvolvido no ano letivo 2014/2015, no âmbito do Programa Mobilidade de Educadores / Fundação Calouste Gulbenkian.

+ informação sobre o projeto NÓS DO MUSEU aqui.





Encerrámos as comemorações do Dia Internacional dos Museus com a TERTÚLIA“Das memórias das conservas à gestão sustentável dos recursos”.

Uma conversa agradável e deveras interessante, de partilha de conhecimentos e memórias, com a presença das investigadoras Iara Alves (mestrado em História da Alimentação na FLUC - estudo sobre o peixe seco na Nazaré) e Raquel Janeirinho (Antropóloga da Câmara Municipal de Peniche, com trabalhos sobre a indústria conserveira em Peniche). José Alberto Ferreira (filho da "Mestra Deolinda") e antigas trabalhadoras da fábrica de conservas "Algarve Exportador" trouxeram à conversa as peripécias e procedimentos do dia-a-dia na unidade que laborou na Nazaré entre os anos 1930-80.

Este foi um evento também integrado na exposição “Indústria Conserveira na Nazaré. Primeira Mostra”, uma organização conjunta da Câmara Municipal da Nazaré e Museu Dr. Joaquim Manso, que está patente no Centro Cultural da Nazaré (antiga Lota) até 21 de junho.

+ informação sobre a exposição AQUI.


Dia Internacional dos Museus e Noite dos Museus 2015




A 16 (Noite dos Museus) e 18 de maio (Dia Internacional dos Museus), o Museu da Nazaré convida-o para um variado programa de atividades!


16 de maio, sábado | NOITE DOS MUSEUS


18h – Welcome drink e degustação “Sabores da Nazaré – As Conservas” (com peixe seco e conservas da marca “Briosa”), com a colaboração dos Cursos de Cozinha, Bar e Eventos da Escola Profissional da Nazaré, da Granja de Cister | Cooperativa Agrícola de Alcobaça e da peixeira Francelina Quinzico.

Evento integrado na exposição “Indústria Conserveira na Nazaré. Primeira Mostra”, uma organização conjunta da Câmara Municipal da Nazaré e Museu Dr. Joaquim Manso.
Local: Centro Cultural da Nazaré (antiga Lota)


21h30 – Abertura da exposição “José Júlio Zarro. A Nazaré na Pintura Naïf” (+informação aqui)

Abertura do Museu até às 24h00. Entrada gratuita.
Local: Museu Dr. Joaquim Manso



18 maio, segunda-feira | DIA INTERNACIONAL DOS MUSEUS

No dia 18 de maio | Dia Internacional dos Museus, este ano sob o tema “MUSEUS PARA UMA SOCIEDADE SUSTENTÁVEL”, o Museu Dr. Joaquim Manso estará excepcionalmente aberto ao público, entre as 10h e as 19h, com entradas gratuitas.

14h30 – “Nós do Museu”. Apresentação dos trabalhos dos alunos do 2º Ano do Centro Escolar da Nazaré / Agrupamento de Escolas da Nazaré, encerrando o projeto educativo “Nós do Museu”, desenvolvido no ano letivo 2014/2015, no âmbito do Programa Mobilidade de Educadores / Fundação Calouste Gulbenkian.
Local: Museu Dr. Joaquim Manso

17h30 – Tertúlia “Das memórias das conservas à gestão sustentável dos recursos”, com a presença das investigadoras Iara Alves e Raquel Janeirinho, de José Alberto Ferreira e de antigas trabalhadoras da fábrica de conservas "Algarve Exportador".

Evento integrado na exposição “Indústria Conserveira na Nazaré. Primeira Mostra”, uma organização conjunta da Câmara Municipal da Nazaré e Museu Dr. Joaquim Manso.
Local: Centro Cultural da Nazaré (antiga Lota).


A 16 e 18 de maio, participe no programa que temos especialmente preparado para si, no Museu da Nazaré!


Exposição "José Júlio Zarro. A Nazaré na Pintura Naïf"




Exposição 
José Júlio Zarro. A Nazaré na Pintura Naïf
16 de maio a 4 junho


José Júlio Santos Zarro (1936 - 2014) foi um conhecido pintor naïf da Nazaré.


Filho de pescador e peixeira, foi ele próprio pescador. Durante anos, andou na pesca do bacalhau, assim como nas embarcações de recreio, sendo o seu pai o conhecido “Zarro”, que passeava os banhistas no Verão.

Autodidata, Júlio Zarro chegou a pintar foquins e cabaças. Após o abandono da pesca, dedica-se por completo à pintura, vendendo os seus quadros “na frente do mar”.

As suas pinturas inscrevem-se na tradição da pintura naïf na Nazaré, onde são conhecidos autores como José da Beca, A. Vitorino Laranjo, A. Lazarino, Raimundo Ventura e Gama Dinis. Registam as vivências do quotidiano da Nazaré, nomeadamente as relacionadas com a pesca – praia, barcos e pescadores predominam na sua obra.

As caraterísticas da pintura naïf manifestam-se no colorido intenso e primário, na simplicidade do traço, no incumprimento das regras convencionais da pintura, como a perspetiva e normas de composição.

Da sua obra advém uma grande riqueza etnográfica sobre aspetos da faina piscatória, suas embarcações, gentes e espaços de encontro social, espelhando a nostalgia do autor e a permanência de uma imagem de cariz popular sobre a Nazaré.

Por vontade do autor, é intenção da família doar algumas obras ao Museu Dr. Joaquim Manso, perpetuando, assim, a memória deste nazareno que, ao documentar modos de vida locais, perpetua também a cultura das gentes da Nazaré, sendo um elo de ligação entre gerações.


José Júlio Zarro (1936 - 2014) was a well-known naïf painter from Nazaré.
Son of a fisherman and a fishwife, he was himself a fisherman.
His paintings belong to the naïve painting tradition and record the Nazaré daily life, particularly related to fishing - beach, boats and fishermen predominate in his work.
The features of naïve painting are shown in the intense color, in the trace simplicity and failure to comply with conventional rules of painting.
But the interest of his work mainly comes from a great richness of ethnographic aspects, reflecting the author's nostalgia and the permanence of a popular image on Nazaré.


Até 21 de junho visite a exposição "Indústria Conserveira na Nazaré"




 


No dia 9 de maio, no Centro Cultural da Nazaré, abriu ao público a exposição “Indústria Conserveira na Nazaré. Primeira Mostra”, organizada pela Câmara Municipal da Nazaré e Museu Dr. Joaquim Manso, recuperando as memórias ligadas à tradição conserveira nesta praia piscatória.

O rancho "Velha Guarda" da Nazaré abriu o momento festivo, animando com música e dança todos os presentes.

Inesperado foi o aparecimento do ator Manuel Marques, do programa da RTP "O Homem do Saco", que se juntou à festa!

Já no próximo sábado, 16 de maio, pelas 18 horas, venha provar as "surpresas" preparadas pela Escola Profissional da Nazaré, combinando peixe seco e conservas (gentilmente oferecidos por Francelina Quinzico e marca Briosa), acompanhando com os vinhos apresentados pela Granja de Cister | Cooperativa Agrícola de Alcobaça.

No dia 18 de maio, pelas 17h30, será promovida a Tertúlia "Das memórias das conservas à gestão sustentável dos recursos".

Consulte o programa cultural em torno desta exposição. 



Exposição “Indústria Conserveira na Nazaré. Primeira Mostra”





Exposição
“Indústria Conserveira na Nazaré. Primeira Mostra”
9 de maio a 21 de junho 2015
Local: Centro Cultural da Nazaré


Organização: Câmara Municipal da Nazaré e Museu Dr. Joaquim Manso


No dia 9 de maio, no Centro Cultural da Nazaré, abre a exposição “Indústria Conserveira na Nazaré. Primeira Mostra”, organizada pela Câmara Municipal da Nazaré e Museu Dr. Joaquim Manso, recuperando as memórias ligadas à tradição conserveira nesta praia piscatória.

Trata-se de uma exposição pioneira, dando a conhecer os primeiros resultados da investigação em curso, reunindo informação documental e fotográfica que atestam a existência de várias unidades conserveiras na Nazaré, desde finais do século XIX, muitas já caídas em esquecimento.

Mas em evidência estão sobretudo as memórias, documentos e objetos (como as tesouras, pinças e facas de trabalho) reunidos junto de antigas trabalhadoras da “Algarve Exportador”, empresa nacional com uma unidade na Nazaré entre os anos 1930 e início dos anos 1980, aí empregando sobretudo um número significativo de mulheres.


Eventos associados à exposição:

A exposição, que conta ainda com a colaboração de várias entidades e particulares, abre ao público no dia 9 de maio, pelas 15h30 horas, com a atuação do Rancho folclórico “Velha Guarda”.

No dia 16 de maio, pelas 18 horas, dando início ao programa da Noite dos Museus 2015, tem lugar um Welcome Drink e Degustação “Sabores da Nazaré – As Conservas”, com a colaboração dos Cursos de Cozinha, Bar e Eventos da Escola Profissional da Nazaré, da Granja de Cister | Cooperativa Agrícola de Alcobaça e da peixeira Francelina Quinzico.

No dia 18 de maio, pelas 17h30, integrando as comemorações do Dia Internacional dos Museus (este ano dedicado ao tema “Museus para uma Sociedade Sustentável”), será promovida a Tertúlia "Das memórias das conservas à gestão sustentável dos recursos", com a presença de antigas trabalhadoras da "Algarve Exportador", de José Alberto Ferreira e das investigadoras Iara Alves e Raquel Janeirinho.

 

Contatos:
Exposição “Primeira Mostra. Indústria Conserveira na Nazaré”
9 de maio a 21 de junho 2015
Local: Centro Cultural da Nazaré (antiga Lota)
Av. Manuel Remígio | 2450-106 Nazaré
telef. 262561194 (turismo)
telef. 262562801 (Museu) | mjmanso@drcc.pt