Exposição de Serigrafia "Símbolos Cósmicos: o MAR"




“Símbolos Cósmicos: o Mar”
Exposição “A Realidade do Imaginário” - 30 Anos do Centro Português de Serigrafia
5 de março a 26 de abril de 2015

Entre 5 de março e 26 de abril, o Museu Dr. Joaquim Manso tem patente ao público “Símbolos Cósmicos: o Mar”, inserida na exposição “A Realidade do Imaginário”, que assinala os 30 anos do Centro Português de Serigrafia.

A exposição “A Realidade do Imaginário”, que assinala os 30 anos do Centro Português de Serigrafia, inaugura às 18h30 de 5 de março, simultaneamente em seis museus nacionais e num mosteiro emblemático da região Centro do país, com uma seleção das suas edições, num total de cerca de duzentas obras de igual número de artistas.

Associam-se a esta celebração, para além do Museu Dr. Joaquim Manso, na Nazaré, os Museus de Aveiro e Guarda, Museu Francisco Tavares Proença Júnior de Castelo Branco, Museus José Malhoa e da Cerâmica nas Caldas da Rainha, e o Mosteiro de Santa Clara-a-Velha em Coimbra, numa iniciativa da Direção Regional de Cultura do Centro e do Centro Português de Serigrafia (CPS).

A exposição, comissariada por Maria João Fernandes (A.I.C.A., Associação Internacional de Críticos de Arte) e com direção artística de Alexandra Silvano, desenvolve em diversos núcleos, tematicamente, os motivos e os símbolos dos grandes Regimes Diurno e Noturno da Imagem, tal como são abordados pelo grande ensaísta e antropólogo francês Gilbert Durand.

O Museu Dr. Joaquim Manso, na Nazaré, recebe um conjunto alusivo ao mar, “Símbolos Cósmicos: o Mar”, enquanto alguns dos mais belos livros e álbuns de arte editados pelo CPS se espalham pelos vários espaços.

Estarão presentes trabalhos de Carlos Calvet, Francisco Relógio e Saskia Moro.

A acompanhar, foi editado um catálogo que reproduz todas as obras apresentadas, inseridas nos respetivos núcleos, com textos introdutórios da Comissária.

Um verdadeiro deleite para os sentidos e um modo de festejar e partilhar a arte, que bem representa a filosofia que o Centro Português de Serigrafia vem desenvolvendo há trinta anos.



Contatos úteis:

Museu Dr. Joaquim Manso
Rua Dom Fuas Roupinho Sítio, Nazaré
Tel. 262562801
E-mail: mjmanso@drcc.pt

Direção Regional de Cultura do Centro
Rua Olímpio Nicolau Rui Fernandes, Coimbra
Tel. 239701391
E-mail: culturacentro@drcc.pt

CPS Sede

Tel. 213 933 260
Ana Pacheco apacheco@cps.pt
João Prates jprates@cps.pt
www.cps.pt
www.facebook.com/centroportuguesdeserigrafia


Convers'ARTE



Entre fevereiro e abril, o Museu Dr. Joaquim Manso irá promover o projeto Convers'ARTE, um ciclo de conversas em torno da arte, a partir das suas exposições temporárias. 

A primeira conversa é já no dia 12 de fevereiro, quinta-feira, pelas 15h, com a presença de Petri Salo, a propósito da sua exposição "Petri Salo. História | Dimensões | Movimento" (clique), patente no Museu Dr. Joaquim Manso até dia 22 de fevereiro.

Esta iniciativa conta com o colaboração do Externato D. Fuas Roupinho.

Venha connosco conversar!


Produção de vídeo sobre Construtor Naval da Nazaré



Estamos a fazer uma gravação vídeo sobre o "último construtor naval da Nazaré" - o Sr. António Luís Júnior (n.1929), com a colaboração do Município Nazaré. 


António Luís Júnior nasceu na Marinha Grande. Cedo vem para a Nazaré, acompanhando os seus pais que aqui se estabeleceram. Ainda frequentando a escola primária, iniciou a aprendizagem da construção naval no estaleiro de Júlio Salvador, situado nas traseiras da Lota, hoje Centro Cultural da Nazaré.
Viria a trabalhar no estaleiro que passara para a Rua dos Galeões, no conhecido “Barracão dos Catataus”, até o mestre Júlio Salvador se retirar, no início dos anos 1960.
Com mais dois trabalhadores, aí foi desenvolvendo o seu trabalho, construindo todo o tipo de embarcações (mais de 100) e introduzindo inovações técnicas, como o uso de contraplacado marítimo.
No início dos anos 1980, com a construção do Porto de Abrigo, muda para um armazém neste recinto, que ainda hoje mantém.
Algumas embarcações, grades, modelos e miniaturas, pertencem à coleção do Museu Dr. Joaquim Manso – Museu da Nazaré, com quem sempre colaborou e restaurou as suas embarcações (em 2000-2005, restauro / réplica das seguintes embarcações: barco de arte xávega “Perdido”, barco do candil “Vagos” e lancha auxiliar “Vagos”, barca salva-vidas “Nossa Senhora dos Aflitos” e barca “Mimosa”).

Em 2013, o Museu Dr. Joaquim Manso dedicou-lhe uma exposição fotográfica. Ler + em
http://mdjm-nazare.blogspot.pt/2013/06/exposicao-o-ultimo-calafate-da-nazare.html



 

 

Exposição de pintura de Petri Salo



Petri Salo. História / Dimensões / Movimento
27 jan. - 22 fev. 2015 | Museu Dr. Joaquim Manso


Entre 27 de janeiro e 22 de fevereiro, o Museu Dr. Joaquim Manso – Museu da Nazaré tem patente ao público a exposição do artista Petri Salo “História, Dimensões, Movimento”.

Petri Salo (n.1963) é um artista contemporâneo norte-europeu que ocupa e trabalha num atelier de pintura em Portugal há c.25 anos, nomeadamente na Pederneira - Nazaré. Muitos dos seus trabalhos têm estado presentes em exposições na Finlândia e na Europa Central.

O Museu Dr. Joaquim Manso realizou uma primeira exposição em maio de 1992, no Dia Internacional dos Museus.
Os trabalhos agora apresentados, cerca de 20 anos depois, revelam uma fase de Petri Salo de maior reflexão, sendo “o mundo atual e a sua cultura, que atingiu o estado da civilização” as preocupações centrais da sua arte.


Fontes pertinentes de inspiração para as suas pinturas atuais são vários “sítios culturais” oferecidos por Portugal, como a Nazaré.
Segundo as palavras do autor “a Nazaré oferece o drama de um amplo leque de cenários panorâmicos; é um palco que aniquila todas as fronteiras dos sentidos e arrasta o mundo das imagens na sua direção”.


Atualmente, para além desta exposição na Nazaré, Petri Salo apresenta também uma exposição em Lisboa, aberta ao público até 23 de fevereiro, na Galeria Espaço Exibicionista / Rua Dona Estefânia 157. 


Do texto da exposição:
“Cultura e Civilização. A primeira é o corpo vivo do espírito, a segunda é uma inevitável mumificação”.
Oswald Spengler

Uma arte e alma “faustosa”, ainda que paradoxalmente a presença de algo “apolloinic”, uma existência momentaneamente limitada.

Na minha arte, há um misto de elementos contemporâneos. História pintada, duro realismo, simbolismo, sonhos e motivos contemporâneos e “clichés” da vida quotidiana.

O nosso mundo atual e a sua cultura, que atingiu o estado da civilização, são as preocupações centrais da minha arte.

Portugal e um significativo número de sítios culturais, como a Nazaré, são fontes pertinentes de inspiração para as minhas pinturas atuais.

A Nazaré oferece o drama de um amplo leque de cenários panorâmicos; é um palco que aniquila todas
as fronteiras dos sentidos e arrasta o mundo das imagens na sua direção.

Petri Salo, 2015


“Culture and Civilization. The first is the living body of the spirit and second it´s inevitable mummification”.
Oswald Spengler

The faustic soul and art, yet paradoxically the presence of something apolloinic, a momentarily bound existence.

In my art, there is a mixing of contemporary elements. History painting, hard nail realism, symbolism, dreams and contemporary motifs and clichés from everyday life.

Our current world and its culture, which has reached the stage of civilization, are the central concerns in my art.

Portugal and significant cultural sites like Nazaré, among many others, are pertinent sources of inpiration for my current paintings.

Nazaré offers internally the drama of vast panoramic backgrounds; a stage that annihilates all boundaries of the senses and drags the world of images towards it.

Petri Salo, 2015

Em janeiro


Em janeiro, conheça o Objeto do Mês em destaque e descubra-o através da exposição "Pintura às Cegas", um conjunto de desenhos realizados pelas crianças do 2ºA do Centro Escolar da Nazaré e do 2ºA do Centro Escolar de Valado dos Frades / Agrupamento de Escolas da Nazaré.

Saiba + aqui.


Boas Festas



A Equipa do Museu Dr. Joaquim Manso deseja umas Boas Festas!

Relembramos que estamos encerrados a 25 de dezembro e a 1 de janeiro. Mas pode-nos visitar em qualquer nos outros dias, durante as suas férias, ou em visita, de terça-feira a domingo, entre as 10h e as 18horas.

Aguardamos a sua visita, ainda em 2014 ou em 2015!

Distribuição dos presentes "Um brinquedo, um amigo feliz"



Hoje de manhã, 23 de dezembro, fomos distribuir os brinquedos recebidos no Museu durante a campanha "Um brinquedo, um amigo feliz!" (ler+ aqui), uma iniciativa comum aos Museus da Direção Regional de Cultura do Centro, que decorreu entre 11 e 22 de dezembro.

Foi com muito alegria que fomos recebidos pelas crianças da "Casinha" - Centro de Acolhimento Temporário para Crianças e Jovens em Risco (da Confraria de Nossa Senhora da Nazaré) e pelo Presidente da Junta de Freguesia da Nazaré / Loja Social da Nazaré

O Museu agradece a todas as pessoas que colaboraram nesta iniciativa solidária e, modestamente, esperamos ter contribuído para fazer um(uns) Amigo(s) MAIS Feliz(es)!

Boas Festas!

Um Brinquedo, um Amigo Feliz!



UM BRINQUEDO, UM AMIGO FELIZ!
Recolha de Brinquedos

Neste Natal, a Direção Regional de Cultura do Centro envolveu os seus Museus numa campanha de recolha de brinquedos para oferecer a crianças mais carenciadas.

Contamos com a sua colaboração!
Entre 11 e 22 de dezembro, entregue os brinquedos no Museu Dr. Joaquim Manso – Museu da Nazaré, que distribuiremos junto de instituições de solidariedade social da Nazaré.

Esta campanha é uma oportunidade para sensibilizar o seu espírito de partilha e de entreajuda, que caracteriza esta época natalícia.

1 brinquedo = 1 Entrada

Campanha de 11 a 22 de dezembro

Neste Natal, vem ao Museu Dr. Joaquim Manso – Museu da Nazaré, traz um brinquedo e faz um amigo feliz !


Museu Dr. Joaquim Manso – Museu da Nazaré
Rua D. Fuas Roupinho
2450-065 Sítio | Nazaré
telef. 262562801 | e-mail mjmanso@drcc.pt


Museu Fora de Portas


 
MUSEU FORA DE PORTAS
Abriu no sábado 6 de dezembro, no Palácio da Cidadela de Cascais, a exposição "Frenéticas no Pós-Guerra", uma organização do Museu da Presidência da República e do Museu Nacional do Traje.


Entre as mais de 100 peças e documentos originais que ilustram a década de 1920 em Portugal, encontra-se um guache da coleção do Museu Dr. Joaquim Manso: a pintura de Stuart de Carvalhais, "Senhora de vestido verde", 1924, inv. 81 Pint. (+ informação em http://www.matriznet.dgpc.pt/MatrizNet/Objectos/ObjectosConsultar.aspx?IdReg=287023).


Joaquim Manso (1878-1956), patrono do Museu da Nazaré instalado na sua moradia de veraneio, era próximo destes artistas portugueses, sendo as páginas do jornal que dirigia (“Diário de Lisboa”) o suporte para divulgação de muitas das suas iniciativas e ideias. É através da sua coleção, por doação do filho Pedro Manso Lefèvre em 1977, que este trabalho de Stuart de Carvalhais vem integrar o espólio do Museu da Nazaré, a par de outros trabalhos, deste e de outros artistas desta geração.


Até 8 de fevereiro de 2015, visite o Palácio da Cidadela de Cascais e a exposição "Frenéticas no Pós-Guerra"!


+ informação sobre a exposição aqui.

No dia 3 dezembro foi um dia de "TODOS AO MUSEU"!

  
No dia 3 de dezembro, comemorou-se o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência.

Com esse propósito, o Museu da Nazaré promoveu a iniciativa “TODOS AO MUSEU”, com as atividades “Com o tacto também se vê: barcos e artes de pesca” e “Pintura às cegas”.


Ler + aqui

"Nazaré Praia de Banhos" na Feira do Livro de Alpiarça

MUSEU FORA DE PORTAS

Estamos presentes na 21ª edição da Feira do Livro de Alpiarça, organizada pela Câmara Municipal de Alpiarça, a decorrer entre os dias 29 de novembro e 8 de dezembro, no Pavilhão do Clube Desportivo “Os Águias”.


A convite deste município, numa secção da Feira do Livro dedicada à Nazaré como Praia de Banhos eleita por tantos habitantes da região de Alpiarça, estão expostos materiais informativos da exposição organizada pelo Museu Dr. Joaquim Manso em 2010, "Nazaré. Memórias de uma Praia de Banhos", assim como o catálogo daí resultante.


Até dia 8 de dezembro, a Nazaré está também em Alpiarça!


3 dezembro | Dia Internacional da Pessoa com Deficiência


TODOS AO MUSEU
3 a 5 de dezembro 2014

Assinalando o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, que se comemora a 3 de dezembro, o Museu Dr. Joaquim Manso propõe duas atividades que visam sensibilizar, por um lado, os jovens para a inclusão e, por outro, tornar o Museu cada vez mais acessível e adaptado a “todos” os públicos. Assim, terão lugar as seguintes iniciativas:

“Com o tacto também se vê. Barcos e artes de pesca”
Visita personalizada à exposição, centrada nas embarcações tradicionais da Nazaré e artes de pesca, seguindo-se uma oficina pedagógica de realização da miniatura de um barco de arte xávega. Em parceria com a CERCINA – Cooperativa para a Educação e Reabilitação de Crianças Inadaptadas.

“Pintura às cegas”
Sendo os museus muito baseados numa abordagem visual de objetos, esta atividade convida à exploração da coleção do Museu, com recurso a outros sentidos que não o da visão.
Com os olhos vendados, os participantes são convidados a explorar uma peça do Museu através do tacto e, posteriormente, a ouvir uma áudio-descrição da mesma. Depois, sem vendas mas na ausência do objeto, representá-lo-ão através do desenho. No final, os trabalhos realizados serão comparados com a obra original e, em grupo, são partilhadas as dificuldades e diferenças quantos aos meios da sua exploração e interpretação.

Através da iniciativa “TODOS AO MUSEU”, o Museu Dr. Joaquim Manso pretende demonstrar a vontade de se adaptar a “todos” os públicos e de assumir a importância de se tornar inclusivo.

3 a 5 dezembro
Inscrição prévia | Telef. 262562801 |mjmanso@drcc.pt
Nº máximo de participantes: 15
Público-alvo: 6 aos 10 anos

Contatos:
Museu Dr. Joaquim Manso | Direção Regional de Cultura do Centro
Rua D. Fuas Roupinho
2540-065 Sítio | NAZARÉ
telef. 262 562 801
e-mail: mjmanso@drcc.pt



Tertúlia “Pescando na Praia do Norte. O Corrimão” | 14 novembro 2014



No dia 14 de novembro, integrada nas comemorações do Dia Nacional do Mar, estivemos à conversa sobre a pesca na Praia do Norte e a pesca tradicional com o Corrimão, desenvolvida há muito por parte da comunidade da Nazaré.

A “pesca do corrimão” é uma pesca apeada, feita na praia, apenas favorável quando o mar se encontra agitado, daí ser realizada sobretudo no inverno. Consiste em largar, ao longo do areal, uma linha com múltiplos anzóis, que é arrastada para o largo com a força da rebentação.

Foi uma animada e participativa tertúlia, onde se lembraram com nostalgia os tempos dos "pescadores de barrete" que viam no corrimão a sobrevivência aos penosos dias de inverno, quando não podiam ir ao mar nas suas frágeis embarcações. Tinha que "estar mar" e, depois de horas a trabalhar com o corrimão "como se fosse um acordeão" (António Petinga), pé descalço areia acima para vender o peixe até São Pedro de Moel.

Anos volvidos, o "corrimão" deixou de ser uma arte de pesca reconhecida pela legislação em vigor; e entre o desinteresse dos jovens, o receio pelas pesadas multas e as novas atrações do surf na Praia do Norte,... esta tornou-se numa prática em desaparecimento, à semelhança de tantos outros processos tradicionais de pescar, que sucumbem perante as novas diretivas e tecnologias.

Mas, na sequência de diligências que se vêm tomando nos últimos anos, e conforme conclusão retirada desta tertúlia, pretende-se a sua legalização, atendendo a vários fatores:

- é uma pesca seletiva, pouco expressiva em termos de impacto junto das espécies piscícolas (sobretudo o robalo), sendo o peixe apanhado já graúdo;
- contribui para a limpeza do areal;
- serve sobretudo de ocupação e sustento complementar a pescadores e marítimos reformados, assim se preservando igualmente a identidade cultural da Nazaré e da região no sector das pescas.

Estas e outras questões foram debatidas e analisadas por:

- Lourenço Gorricha (Comandante da Capitania do Porto da Nazaré);
- Carla Maurício (CapMar – Câmara Municipal da Nazaré);
- António Peixe (Professor “Ciências do Mar” na Universidade Sénior da Nazaré);
- Eugénio Couto (mentor de iniciativas para reconhecimento do corrimão)
- pescador António Petinga e Cremilde Barros, a única mulher a pescar ("ao corrico", ou seja, com cana) na Praia do Norte.

Contámos também com a presença de alunos da disciplina de "Ciências do Mar" da Universidade Sénior da Nazaré / Câmara Municipal da Nazaré. 




Esta iniciativa inseriu-se na exposição "Praia do Norte. Com as ondas também se pesca", patente no Museu Dr. Joaquim Manso entre 14 de novembro e 5 de janeiro de 2015 (ler + aqui).

Evocando todos os antigos "corrimoeiros", transcrevemos um excerto de "O Corrimoeiro", do poeta e escritor nazareno José Soares:

"Apertou o ritmo das passadas, atalhando caminho. Um barulho abafado e contínuo veio aos seus ouvidos numa lufada de maresia.
- É capaz de estar mar... Mas à borda é que se vê.
Passou além da Muralha. Atravessou caminho por entre estevas e outra vegetação rasteira. Agora já distinguia o ruído surdo daquele mar comprido, aquela zoada hipnótica do cair pesado e sucessivo das ondas, dominando os espaços da noite.
- Tá mar e não há-de ser pouco. Mas não hei-de poder trabalhar?! A isca é fresca e o aparelho é valente. (...)
A conversar consigo, passou as areias brancas. Parou. Lançou a vista pela escuridão até ao mar. Tudo era espuma até onde os seus olhos noctívagos podiam alcançar. Era demais. Como foi possível que toda a pouca sorte do mundo se juntasse para o destruir? (...)
Lá vinha, de regresso, mais triste do que zangado com a má fortuna, subindo as areias do caminho, a dialogar consigo, a meia voz, para espalhar a solidão, como sempre fazia quando andava ao corrimão. (...)"

Exposição "Praia do Norte. Com as ondas também se pesca"





PRAIA DO NORTE. COM AS ONDAS TAMBÉM SE PESCA
14 novembro de 2014 a 5 de janeiro de 2015

Inaugurando no âmbito das Comemorações do Dia Nacional do Mar (16 novembro), o Museu Dr. Joaquim Manso apresenta uma exposição sobre as técnicas da pesca tradicional na Praia do Norte, nesta altura do ano tão concorrida pelos amantes do Surf.

Fascinando recentemente o mundo inteiro pela “descoberta” das suas grandes ondas, a Praia do Norte é desde há muito conhecida pelos pescadores da Nazaré, que desafiam e exploram a força do mar, suas ondas e marés.

No seu tempo livre, aqui vêm pescar com canas (“roleto”) e o “corrimão”, adoptando também processos como o “corrico”, “aparelho de estacar” e “pescar ao fundo”.

Com a colaboração de pescadores, a exposição aborda as tradições e oralidades em torno desta pesca individual e de subsistência, que garantia a sobrevivência das famílias nazarenas durante o rigor do inverno.



“Para o corrimão é importante haver ondas”. “Tem qu 'tar o mar ruim (…) senão o corrimão não anda, fica ali na borda d'água”.

Na Nazaré, terra de contrastes, sobressaem também diferenças entre as chamadas “Praia” e a “Praia do Norte”. A primeira, a sul do “Farol”, é balnear e turística; a do Norte, mais selvagem e conhecida pelas suas ondas alterosas, convida à prática do Surf.

Mas, as “ondas grandes” são também propícias à pesca. Pelo areal da Praia do Norte, espalham-se marítimos reformados e amadores, desde o “Farol” e Forno d'Orca até à Légua e S. Pedro de Moel.

No seu tempo livre, utilizam as canas de pesca (“roleto”) e o “corrimão”, adoptando também processos de pesca afins – os denominados “corrico”, “aparelho de estacar” e “pescar ao fundo”.

Esta pesca individual destina-se à economia familiar e tem larga tradição na Nazaré. Já em tempos antigos, para sobreviverem no inverno, os nazarenos iam ao corrimão “para apanharem peixe para comer”.

Não reconhecida pela legislação atual devido ao número elevado de anzóis, têm sido dinamizadas ações para a legalização da “pesca do corrimão”, apontada como uma pesca seletiva, que contribui para a limpeza do mar e da praia.

Também as lanchas, com redes de emalhar (“majoeira”), procuram a zona da Praia do Norte para a captura de robalos, sargos, ruivos,...



In Nazaré, land of contrasts, differences also stand out between the "Beach" and the "North Beach."
The first one, southern of the "Lighthouse", is mostly tourist and bathing.
The North Beach is wilder and known for its big waves, calling for surfing. But the "big waves" are also favorable to fishery.
Here, in their free time, fishing lovers and retired fishermen come to fish with rods and traditional devices (as “corrimão”).
This lonely fishing is only for family economy. Already in ancient times, in order to survive the winter, the fishermen used to fish with the “corrimão” to have something to eat.
Actions for its legalization have been streamlined.






14 novembro | Tertúlia "Pescando na Praia do Norte. O Corrimão"



Tertúlia “Pescando na Praia do Norte. O Corrimão”
14 novembro, 15 horas

Integrada nas Comemorações do Dia Nacional do Mar, o Museu Dr. Joaquim Manso – Museu da Nazaré organiza uma tertúlia sobre a prática e técnicas da pesca tradicional na Praia do Norte, nesta altura do ano tão concorrida pelos amantes do Surf.


Fascinando recentemente o mundo inteiro pela “descoberta” das suas grandes ondas, a Praia do Norte é desde há muito conhecida pelos pescadores da Nazaré,
que desafiam a força do mar e os segredos dos seus fundos.
A “pesca do corrimão”, aqui praticada, será o tema de conversa, com a presença de pescadores e de várias entidades e especialistas: Lourenço Gorricha (Comandante da Capitania do Porto da Nazaré); Carla Maurício (CapMar – Câmara Municipal da Nazaré); António Peixe (Professor “Ciências do Mar” na Universidade Sénior da Nazaré); Eugénio Couto; António Petinga e Cremilde Barros.


Colaboração: Universidade Sénior da Nazaré / Câmara Municipal da Nazaré.
Entrada livre.

Esta iniciativa insere-se no programa comemorativo do Dia Nacional do Mar e na dinamização da exposição “Praia do Norte. Com as ondas também se pesca”, que estará patente no Museu Dr. Joaquim Manso – Museu da Nazaré entre 14 de novembro de 2014 e 5 de janeiro 2015, resultante de entrevistas realizadas pelo Museu sobre a pesca com o “corrimão” e do “corrico” na Praia do Norte.

No domingo, 16 de novembro (Dia Nacional do Mar), o Museu Dr. Joaquim Manso propõe a oficina pedagógica “Estórias do Mardestinada aos mais novos. Em sombras chinesas, vamos descobrir a longa história do mar e segredos que nele estão guardados. Depois, vamos desenhar e construir um “flipbook”, um pequeno livro onde as imagens parecem estar em movimento: um barco que navega nas ondas, uma gaivota que voa ao vento, uma onda que se aproxima do farol, … Esta atividade requer marcação prévia no valor de 1 euro (até dia 14 de novembro).