Exposição "O último calafate da Nazaré"


 




















António Luís Júnior. O último “calafate” da Nazaré
Imagens de Gisela e Antti Särkilahti. 2012-2013

Calendarização: 2 julho a 1 setembro 2013
A alemã Gisela Barg-Särkilahti e o finlandês Antti Särkilahti, durante um ano, acompanharam o trabalho de António Luís Júnior, na construção da miniatura de um barco de arte xávega e do restauro de um bote de São Martinho.
São as suas fotografias que apresentamos nesta exposição, produzida com o total apoio deste casal estrangeiro, que se fixou na Nazaré, seduzido pelos costumes locais e pela paisagem, produzindo vários álbuns de fotografias que nos presenteiam pelo acutilante registo sócio-cultural e pela sua qualidade estética. 
António Luís Júnior (n.1929) é o sobrevivente de uma linhagem de construtores navais, de cuja perícia saíam os barcos com que os pescadores nazarenos se faziam ao mar. Ocupa-se agora sobretudo com o restauro ou a realização de miniaturas, às quais, no entanto, dedica o mesmo rigor como às antigas embarcações tradicionais, que sempre preencheram a sua vida.
Visite-nos durante este verão e aprecie o trabalho deste "calafate" da Nazaré, pela qualidade fotográfica de Gisela e Antti Särkilahti!



The last “calafate” (caulker) of Nazaré
Photographs by GISELA and ANTTI SÄRKILAHTI. 2012-2013

Over the duration of one year, GISELA BARG-SÄRKILAHTI and ANTTI SÄRKILAHT followed the work of António Luís Júnior, the construction of a miniature “art xávega” boat and a restoration of a boat from São Martinho.

The photographs in this exhibition are prepared by Gisela and Antti SärkilaHti.  Originally from Germany and Finland, they made Nazaré their home and produced several photographic albums inspired by the beautiful landscape of Nazaré and local customs.  

António Luís Júnior (b. 1929) is the last constructor of traditional style boats, with the knowledge and expertise for building boats used by fishermen of Nazaré.

Nowadays, he devotes his time to restoration and making miniature vessels, giving to them the same devotion and accuracy as to the construction of traditional full size boats.

(translation by Nina Pavlosky, volunteer)

Visita do Museu das Pescas da Moçambique

















No âmbito de uma colaboração já anteriormente iniciada, no dia 11 de junho, o Museu Dr. Joaquim Manso recebeu uma comitiva do Museu das Pescas de Moçambique, projeto em organização e com edifício a ser brevemente inaugurado em Maputo.

O grupo era composto por Larsen Vales, coordenador do projeto, por Cassimo Marojo e por Manuel Luís Gonçalves, ex-presidente do Fundo de Fomento Pesqueiro do Governo de Moçambique, o grande impulsionador desta ideia que conta já com cerca de três décadas.  

Com a colaboração da Câmara Municipal da Nazaré e da Capitania do Porto da Nazaré, a agenda contemplou uma reunião de trabalho no Museu Dr. Joaquim Manso, a visita à sua exposição e ao Forte de S. Miguel Arcanjo, seguida do pavilhão onde está a ser restaurada a barca "Mimosa" e do estaleiro naval de António Luis Júnior, localizado no Porto de Abrigo. A visita ao porto incluiu a análise da maquete sobre o Canhão da Nazaré e a explicação do projeto municipal "Viver o Mar", no espaço CapMar - Centro de Apoio à Pesca e ao Mar.
Houve ainda a oportunidade para contatar com o artesanato local e a tradicional seca do peixe, que decorre no areal da Praia da Nazaré.

No final do dia, o Município presenteou os representantes do Museu das Pescas de Moçambique com uma miniatura de um barco de arte xávega.
Esta foi uma jornada de troca de experiências e conhecimentos entre os técnicos das várias instituições, nos domínios da museologia, do turismo, das pescas e das novas formas de exploração e preservação do mar.

Mais informação sobre o Museu das Pescas de Moçambique e aqui.

Exposição "O espírito dos lugares" até 12 de junho






















Informamos que a exposição "O espírito dos lugares. Cenários para um Património Imaterial", organizada pelo Museu Dr. Joaquim Manso em colaboração com o Museu da Guarda, estará patente até dia 12 de junho, antecipando o seu encerramento inicialmente previsto para 16 de junho.

Apresentamos as nossas desculpas pelo incómodo e esperamos que tenha a oportunidade de visitar esta exposição, no Centro Cultural da Nazaré, todos os dias, entre as 9h30-12h30 e as 14h30-18h30.

DIA MUNDIAL DA CRIANÇA

















No Dia Mundial da Criança, o Museu Dr. Joaquim Manso destaca  como "Objeto do Mês" de junho o Andarilho.

Visite o Museu no dia 1 de junho!
Relembre, ou explique às suas crianças, o tempo em que os brinquedos eram feitos de madeira, quando a praia e os barcos eram os locais ideais para esconderijos e brincadeiras...

Ler mais. 

18 de maio - O Museu esteve em Festa!

 

















No dia 18 de maio, sob o tema "Museus (Memória + Criatividade) = Mudança Social", celebrou-se o Dia Internacional dos Museus.

Na Nazaré, o programa do Museu Dr. Joaquim Manso contou com a inauguração da exposição "O espírito dos lugares. Cenários para um Património Imaterial" (ler mais) e com a atuação do Grupo Coral da Academia Municipal das Artes e do Grupo Folclórico de Valado dos Frades "Flores do Campo", no Centro Cultural da Nazaré, que trouxeram músicas e danças relacionadas com as tradições e as vivências rurais do concelho da Nazaré.

Artur Côrte-Real, diretor de Serviços dos Bens Culturais da Direção-Regional de Cultura do Centro (DRCC), salientou o interesse da exposição "O espírito dos lugares", que dá início ao programa de itinerância de coleções e exposições entre os museus afetos à DRCC, assim aproximando regiões e contribuindo para a sua divulgação.
De igual sentido, foram as palavras do Presidente da Câmara Municipal da Nazaré, Eng. Jorge Barroso, entidade colaboradora na cedência do espaço expositivo; salientou ainda a oportunidade deste evento trazer à "Praia" a freguesia de Valado dos Frades, com a sua identidade rural e o seu grupo folclórico, servindo aqui a região serrana da Guarda também como pretexto para a aproximação cultural entre o próprio concelho da Nazaré.
Cidália Sousa, em representação da Junta de Freguesia de Valado dos Frades, num discurso emocionado que recordou a alegria das vivências comunitárias e familiares em torno de festividades do ciclo agrícola, patenteou o envolvimento desta entidade na preparação da exposição "O espírito dos lugares" na Nazaré, quer pela recolha de objetos e informação junto da comunidade, quer pelo apoio logístico no evento.

À noite, o Museu continuou a "festa" até à meia-noite, com a abertura ao público do seu espaço, no Sítio.

Este foi um dia em que, a partir da "memória", alicerçando-nos na "criatividade" dos vários intervenientes, tentámos colaborar para a "mudança social"! Aproximámos realidades culturais diferentes do país, da região e do concelho... para, juntos, descobrirmos mais acerca uns dos outros.
E foram muito agradáveis as descobertas!

Até 16 junho pode ainda visitar a exposição "O espírito dos lugares" (em parceria com o Museu da Guarda), no Centro Cultural da Nazaré, entre segunda-feira e domingo, das 9h30 às 12h30 e das 14h30 às 18h30 (entrada gratuita).
 
Visite também o Museu Dr. Joaquim Manso, no Sítio da Nazaré, para todos e com todos!


 

18 de maio | Dia Internacional dos Museus


 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 


 
 
Nos últimos anos, maio tem vindo a associar-se aos museus devido a duas importantes celebrações que têm lugar neste mês: o Dia Internacional dos Museus (18 de maio) e a Noite dos Museus (evento europeu, por proposta do Ministério da Cultura e da Comunicação de França iniciada em 2005, ao qual se tem associado um número crescente de museus).
Este ano, ambos os eventos terão lugar no sábado, dia 18 de maio.
Com um programa variado, o Museu Dr. Joaquim Manso, na Nazaré, integra-se mais uma vez nesta iniciativa, que este ano corresponde ao tema Museus (Memória + Criatividade) = Mudança Social, apontado pelo ICOM – International Council of Museums.
 
18 de MAIO, sábado
Local: Centro Cultural da Nazaré
18.00 h Abertura da exposição “O espírito dos lugares
No âmbito de uma iniciativa da Direção Regional da Cultura do Centro, que visa promover uma itinerância de exposições entre os museus de sua tutela, o Museu Dr. Joaquim Manso acolhe a exposição “O espírito dos lugares. Cenários para um Património Imaterial” (ler mais), produzida pelo Museu da Guarda.
 
Na Nazaré, em colaboração com a comunidade local, a exposição enriquece-se com os objetos e fotografias da região.
Assim como no interior do país, também nesta terra à beira-mar nos chegam do passado os cenários dos ranchos na ceifa, os sons de gente que trabalha enquanto canta, as algaraviadas dos vendedores nas feiras, o pregão do amolador de tesouras, o trabalho incessante da roda do oleiro, as belas melodias nos caminhos das romarias, os murmúrios das crendices para as maleitas…
 
O programa contempla ainda:
- ATUAÇÃO DO GRUPO CORAL da Academia Municipal das Artes, com orientação da maestrina Margarida Louro.
- ATUAÇÃO DO GRUPO FOLCLÓRICO “Flores do Campo”, de Valado dos Frades, com danças alusivas às práticas agrícolas e tradições populares valadenses.

Este programa conta com a colaboração: Museu da Guarda, Câmara Municipal da Nazaré, Junta de Freguesia de Valado dos Frades, Grupo Folclórico “Flores do Campo”, Grupo Coral da Universidade Sénior da Nazaré / Academia Municipal das Artes, Anilda Ferreira Sousa, Hélio Matias e José Freitas Condeixa (“Zico”).
 

21h às 24h  Visitas comentadas à coleção do Museu
Local: Museu Dr. Joaquim Manso (Sítio)



No dia 18 de maio, a entrada no Museu Dr. Joaquim Manso e em todos os eventos será gratuita.
 
Apareça, este é o "seu" Dia dos Museus!

 

Em exposição "O espírito dos lugares"


 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
No âmbito de uma iniciativa da Direção Regional da Cultura do Centro, que visa promover uma itinerância de exposições entre os museus de sua tutela, o Museu Dr. Joaquim Manso acolhe a exposição “O espírito dos lugares. Cenários para um Património Imaterial”, produzida pelo Museu da Guarda (website).
O “património cultural imaterial” é constituído pelas práticas, representações, expressões, conhecimentos, assim como pelos objetos, artefactos e espaços culturais com eles associados, que as comunidades reconhecem como parte da sua identidade coletiva. Transmitido de geração em geração, é constantemente recriado pelas comunidades, proporcionando sentimentos de identidade e continuidade perante a diversidade cultural.
Esta exposição, partindo da coleção de fotografia do Museu da Guarda, é concebida como um instrumento de interpretação dos registos da vida tradicional, do folclore, rituais e costumes das gentes serranas da década de 1940.
Na Nazaré, em colaboração com a comunidade local, a exposição enriquece-se com os objetos e fotografias da região. Assim como no interior do país, também nesta terra à beira-mar nos chegam do passado os cenários dos ranchos na ceifa, os sons de gente que trabalha enquanto canta, as algaraviadas dos vendedores nas feiras, o pregão do amolador de tesouras, o trabalho incessante da roda do oleiro, as belas melodias nos caminhos das romarias, os murmúrios das crendices para as maleitas
Ontem, e ainda hoje, com as suas novas expressões, de acordo com os tempos e os lugares!
 
Colaboração: Museu da Guarda, Câmara Municipal da Nazaré, Junta de Freguesia de Valado dos Frades, Junta de Freguesia da Nazaré, Grupo Folclórico “Flores do Campo”, Grupo Coral da Academia Municipal das Artes, Anilda Ferreira Sousa, Hélio
Matias, José Freitas Condeixa (“Zico”) e Vítor Estrelinha / CMN.
 
LOCAL: Centro Cultural da Nazaré (antiga Lota)
18 de maio a 16 de junho 2013


O nosso Objeto de Maio



No mês em que se celebra o Dia da Mãe, o Museu Dr. Joaquim Manso apresenta o desenho "Cena da Nazaré". 
Ler + (clique)

Abertura no 1º de maio


No dia 1 de maio, estaremos abertos ao público, entre as 10h e as 19h.
Entrada gratuita até às 14 horas.

Mais uma razão para vir passear à Nazaré, num dia feriado que se espera com bom tempo e nos visitar, no Sítio, na Rua D. Fuas Roupinho. 

Visite-nos!

Tertúlia assinalou Dia dos Monumentos e Sítios
















Tertúlia “Jorge de Almeida Monteiro: pela arte e património da Nazaré”
Calendarização: 18 de abril 2013, 15 horas
Colaboração: Museu Municipal do Bombarral e Universidade Sénior da Nazaré

No âmbito do programa comemorativo do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, o Museu Dr. Joaquim Manso promoveu uma tertúlia evocativa de Jorge de Almeida Monteiro, complementando a exposição “Jorge de Almeida Monteiro: pela arte e património da Nazaré”, organizada em colaboração com o Museu Municipal do Bombarral. 

A tertúlia contou com a presença de individualidades que conheceram de perto o autor, quer na Nazaré, quer no Bombarral (sua terra natal), do ponto de vista artístico e da sua ação cultural em favor da preservação do património.

Saavedra Machado, primeiro diretor do Museu Dr. Joaquim Manso, recordou as suas qualidades pessoais, o seu percurso artístico e os trabalhos para a organização do Museu da Nazaré, na recolha de informação histórica e de entrevistas junto da comunidade piscatória dos anos 1970.

José Carlos Codinha lembrou o homem, o seu percurso artístico e ação política e cultural, recordando os grandes conhecimentos culturais de Jorge de Almeida Monteiro, com quem a juventude nazarena pôde contar desde as iniciativas do Grupo Académico.

José Soares, na sua linguagem poética, salientou a componente oficinal / artística, do necessário / belo, dos trabalhos de um “sofrido amante da liberdade”. José Ramiro conheceu o “Senhor Jorge” como jovem aprendiz na oficina bombarralense do “Belmiro Marques”, onde ia fazer os trabalhos em cobre martelado. E, por fim, 

Mestre Ferreira da Silva expôs a apreciação artística do trabalho de Jorge Almeida Monteiro, graças a quem contatou e continuou a trabalhar em cerâmica, desde a jovem formação na Cerâmica Bombarralense, nos anos 1950. A gravura, o cobre martelado, as vindas à Nazaré, o contato com a árdua realidade da arte xávega e de outras vivências nazarenas, marcaram o percurso em comum deste artista caldense e da sua próxima relação com o homenageado.



Tertúlia “Jorge de Almeida Monteiro: pela arte e património da Nazaré”


 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Tertúlia “Jorge de Almeida Monteiro: pela arte e património da Nazaré”
Calendarização: 18 de abril 2013, 15 horas
Local: Museu Dr. Joaquim Manso
Colaboração: Museu Municipal do Bombarral e Universidade Sénior da Nazaré

No âmbito do programa comemorativo do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, o Museu Dr. Joaquim Manso propõe uma tertúlia evocativa de Jorge de Almeida Monteiro (1908-1983), artista com significativo compromisso na preservação e divulgação do património da Nazaré.

A tertúlia contará com a presença de individualidades que conheceram de perto o autor, do ponto de vista artístico e da sua ação cultural, nomeadamente Saavedra Machado (primeiro diretor do Museu Dr. Joaquim Manso), José Soares e José Carlos Codinha (Nazaré), Mestre Ferreira da Silva (Caldas da Rainha) e José Ramiro (Bombarral).
 
Esta iniciativa integra-se na exposição “Jorge de Almeida Monteiro: pela arte e património da Nazaré”, patente ao público no Museu Dr. Joaquim Manso entre 26 de março e 5 de maio, numa colaboração com o Museu Municipal do Bombarral.

Artista natural do Bombarral, Jorge de Almeida Monteiro iniciou a sua formação na Escola Industrial e Comercial das Caldas da Rainha. Mas, cedo dedicou grande afeto à Nazaré, onde residia na “Vivenda Atalanta”.

Próximo de artistas e intelectuais de ambiente marcadamente neorrealista, foi responsável pela vinda de Júlio Pomar à Nazaré, no outono de 1951. Dedicou-se sobretudo à cerâmica e ao cobre martelado, deixando ainda assinalável trabalho na gravura, onde manchas negras dão corpo a gentes e cenários do trabalho piscatório nazareno.

A sua sensibilidade levou-o também a desenvolver um gosto especial pelo património cultural, nomeadamente pela arqueologia, e a desempenhar um papel relevante na organização do Museu da Nazaré.

Esta exposição mostra, pela primeira vez na Nazaré, os trabalhos do autor pertencentes ao Museu Municipal do Bombarral, numa seleção de trabalhos relacionados com a temática marítima.

Exposição "Jorge de Almeida Monteiro: pela arte e património da Nazaré"



Em colaboração com o Museu Municipal do Bombarral, o Museu Dr. Joaquim Manso tem patente ao público uma exposição evocativa de Jorge de Almeida Monteiro (1908-1983).

Artista natural do Bombarral, iniciou a sua formação na Escola Industrial e Comercial das Caldas da Rainha.
Mas, cedo dedicou grande afeto à Nazaré, onde residia na “Vivenda Atalanta”.

Próximo de artistas e intelectuais de ambiente marcadamente neorrealista, traz Júlio Pomar à Nazaré, no outono de 1951.
Dedicou-se sobretudo à cerâmica e ao cobre martelado, deixando ainda assinalável trabalho na gravura, onde manchas negras dão corpo a gentes e cenários do trabalho piscatório nazareno.

A sua sensibilidade levou-o também a desenvolver um gosto especial pelo património cultural, nomeadamente pela arqueologia, tendo participado nas campanhas dos anos 1970 em D. Framondo e S. Gião. Desempenhou ainda um papel relevante na organização do Museu da Nazaré.

Esta exposição mostra, pela primeira vez na Nazaré, os trabalhos do autor pertencentes ao Museu Municipal do Bombarral, numa seleção de trabalhos relacionados com a temática marítima.
Local: Museu Dr. Joaquim Manso
Data: 26 de março a 5 de maio, no horário de abertura do Museu






Jorge de Almeida Monteiro (1908-1983), native artist of Bombarral, began his education at School of Industry and Commerce of Caldas da Rainha. In 1938 he married Atalanta Judícibus, daughter of Evaristo Judícibus, owner of typography located in Bombarral.
arly on, he developed kinship and passion for Nazaré where he built the well-known “Vivenda Atalanta” on the Avenue Vieira Guimarães.
In Autumn of 1951 he brought Júlio Pomar to Nazaré, fellow artist and intellectual of the neo-realistic circle. Jorge de Almeida Monteiro devoted himself mainly to ceramics and hammered copper. He also created remarkable works in printmaking, using black stains to give shape to the fishermen and scenery of Nazaré.
Jorge de Almeida Monteiro also developed a special fondness for archaeology and played an important role in the creation and organisation of the museum in Nazaré.
He was a member of Group of Friends of the Dr. Joaquim Manso Museum and participated in initial activities, namely in archeological works at S. Gião and Torre de D. Framondo.
He is represented in the collection of this Museum with a copper engraving depicting equipment used by fishermen.
This exhibition shows for the first time in Nazaré the work of Jorge de Almeida Monteiro from the collection of the Municipal Museum of Bombarral, partner of this project.

(translated by Nina Pavlosky, volunteer)





Feira Solidária na Páscoa


DE 29 A 31 DE MARÇO NA REDE MUSEUS NO CENTRO/DRCC
 

Feira Solidária a favor

da Cáritas Diocesana

Livros de cultura e arte e música de qualidade

Qual o papel da Cultura em tempos de crise?
Atenta à realidade social, a Direção Regional de Cultura do Centro vai promover uma feira solidária, em prol dos mais carenciados, no período da Páscoa.
Entre Sexta-feira Santa e o Domingo de Páscoa (de 29 a 31 de março) edições de qualidade, livros de cultura e de arte, música, CD, vão estar acessíveis ao público em troca de um contributo solidário (a partir de "2 amêndoas") a ser integralmente doado à Caritas Diocesana de cada região.
Esta iniciativa solidária vai decorrer em cada um dos serviços que integram a nova rede DRCC – Museus no Centro: Museu de Aveiro, Museu da Guarda, Museu José Malhoa e Museu da Cerâmica (Caldas da Rainha), Museu Dr. Joaquim Manso (Nazaré), Museu Francisco Tavares Proença (Castelo Branco) e o Mosteiro de Santa Clara-a-Velha (Coimbra).
A DRCC, implementando uma nova dinâmica na política cultural, está a operar uma mudança nestes serviços no sentido de maior aproximação aos cidadãos e identidade geográfica, com exposições renovadas, programação transregional, horários alargados, lojas atraentes e com mais oferta, serviços pedagógicos, projetos de inclusão, abrindo-os também a esta nova forma de contribuir para a sociedade civil, em tempos de crise.
Desta forma pretende reforçar o sentido de aproximação e serviço dos museus à população local, ultrapassando o papel exclusivo de exposição de acervos.
Com esta iniciativa a DRCC pretende, por conseguinte, potenciar a dimensão social da Cultura ao colaborar diretamente no melhor interesse das populações, através de uma instituição de méritos reconhecidos.
Para além desta iniciativa, os Museus da DRCC irão implementar várias ações de caráter diversificado, com destaque para oficinas temáticas e a abertura ao público no Domingo de Páscoa.
Visite a Nazaré nesta Páscoa, participe nas várias iniciativas que decorrerão a nível local e, depois de subir ao Sítio e contemplar a magnífica paisagem sobre a Praia, visite o Museu Dr. Joaquim Manso, entre as 10h e as 17h30, sem interrupção à hora de almoço, incluindo o Domingo de Páscoa!

Como se veste a Nazaré? A tradição hoje















O Museu Dr. Joaquim Manso está a desenvolver um projeto de registo e identificação das caraterísticas atuais do considerado traje tradicional da Nazaré, que permanece em uso no quotidiano pela mulher e, por isso, se vai adaptando aos ditames da moda, dos novos tecidos e materiais. 

Detentor de considerável coleção sobre o traje tradicional da Nazaré desde o princípio do século XX, com esta iniciativa do âmbito do inventário do património imaterial, o Museu pretende verificar as suas permanências, resistências e alterações no início do século XXI, reconhecendo que esta será porventura a última geração a utilizá-lo no seu quotidiano, atendendo às mudanças socioeconómicas da região e do país. 

Para o efeito, conta com a colaboração da antropóloga Tatjana Stefanović, voluntária de nacionalidade sérvia que se encontra na Nazaré num programa europeu de voluntariado, a desenvolver atividade na CERCINA – CERCINA – Cooperativa de Educação e Reabilitação de Crianças Inadaptadas da Nazaré e, semanalmente, colabora ainda com o Museu Dr. Joaquim Manso neste projeto de relação com a comunidade local sobre os usos do traje no quotidiano.

Já tiveram início as entrevistas, juntando-se ao projeto as duas técnicas do Museu Manuela Conde e Deolinda Anastácio e a voluntária Nina Pavlosky.

Ao longo do ano, iremos dando conta do desenvolvimento deste projeto, que pretende aproximar o Museu da comunidade, ao mesmo tempo que o afirma como mediador entre a memória (e as suas produções) e os desafios da contemporaneidade.