Tertúlia assinalou Dia dos Monumentos e Sítios
Tertúlia “Jorge de Almeida Monteiro: pela arte e património da Nazaré”
Calendarização: 18 de abril 2013, 15 horas
Colaboração: Museu Municipal do Bombarral e Universidade Sénior da Nazaré
No âmbito do programa comemorativo do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, o Museu Dr. Joaquim Manso promoveu uma tertúlia evocativa de Jorge de Almeida Monteiro, complementando a exposição “Jorge de Almeida Monteiro: pela arte e património da Nazaré”, organizada em colaboração com o Museu Municipal do Bombarral.
A tertúlia contou com a presença de individualidades que conheceram de perto o autor, quer na Nazaré, quer no Bombarral (sua terra natal), do ponto de vista artístico e da sua ação cultural em favor da preservação do património.
Saavedra Machado, primeiro diretor do Museu Dr. Joaquim Manso, recordou as suas qualidades pessoais, o seu percurso artístico e os trabalhos para a organização do Museu da Nazaré, na recolha de informação histórica e de entrevistas junto da comunidade piscatória dos anos 1970.
José Carlos Codinha lembrou o homem, o seu percurso artístico e ação política e cultural, recordando os grandes conhecimentos culturais de Jorge de Almeida Monteiro, com quem a juventude nazarena pôde contar desde as iniciativas do Grupo Académico.
José Soares, na sua linguagem poética, salientou a componente oficinal / artística, do necessário / belo, dos trabalhos de um “sofrido amante da liberdade”. José Ramiro conheceu o “Senhor Jorge” como jovem aprendiz na oficina bombarralense do “Belmiro Marques”, onde ia fazer os trabalhos em cobre martelado. E, por fim,
Mestre Ferreira da Silva expôs a apreciação artística do trabalho de Jorge Almeida Monteiro, graças a quem contatou e continuou a trabalhar em cerâmica, desde a jovem formação na Cerâmica Bombarralense, nos anos 1950. A gravura, o cobre martelado, as vindas à Nazaré, o contato com a árdua realidade da arte xávega e de outras vivências nazarenas, marcaram o percurso em comum deste artista caldense e da sua próxima relação com o homenageado.
Tertúlia “Jorge de Almeida Monteiro: pela arte e património da Nazaré”
Tertúlia “Jorge de
Almeida Monteiro: pela arte e património da Nazaré”
Calendarização: 18 de abril 2013, 15 horasLocal: Museu Dr. Joaquim Manso
Colaboração: Museu Municipal do Bombarral e Universidade Sénior da Nazaré
No âmbito do programa comemorativo do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, o Museu Dr. Joaquim Manso propõe uma tertúlia evocativa de Jorge de Almeida Monteiro (1908-1983), artista com significativo compromisso na preservação e divulgação do património da Nazaré.
A tertúlia contará com a presença de individualidades que conheceram de perto o autor, do ponto de vista
artístico e da sua ação cultural, nomeadamente Saavedra Machado (primeiro
diretor do Museu Dr. Joaquim Manso),
José
Soares e
José Carlos Codinha (Nazaré), Mestre
Ferreira da Silva (Caldas da Rainha) e José
Ramiro (Bombarral).
Esta iniciativa integra-se na exposição “Jorge de Almeida Monteiro: pela arte e património da Nazaré”, patente ao público no Museu Dr. Joaquim Manso entre
26 de março e 5 de maio, numa colaboração com o Museu Municipal do Bombarral.
Artista
natural do Bombarral, Jorge de Almeida Monteiro iniciou a sua formação na
Escola Industrial e Comercial das Caldas da Rainha. Mas, cedo dedicou grande
afeto à Nazaré, onde residia na “Vivenda Atalanta”.
Próximo
de artistas e intelectuais de ambiente marcadamente neorrealista, foi
responsável pela vinda de Júlio Pomar à Nazaré, no outono de 1951. Dedicou-se
sobretudo à cerâmica e ao cobre martelado, deixando ainda assinalável trabalho
na gravura, onde manchas negras dão corpo a gentes e cenários do trabalho
piscatório nazareno.
A
sua sensibilidade levou-o também a desenvolver um gosto especial pelo
património cultural, nomeadamente pela arqueologia, e a desempenhar um papel
relevante na organização do Museu da Nazaré.
Esta exposição mostra, pela primeira
vez na Nazaré, os trabalhos do autor
pertencentes ao Museu Municipal do Bombarral, numa seleção de trabalhos relacionados
com a temática marítima.
Exposição "Jorge de Almeida Monteiro: pela arte e património da Nazaré"

Em colaboração com o Museu Municipal do Bombarral, o Museu Dr. Joaquim Manso tem patente ao público uma exposição evocativa de Jorge de Almeida Monteiro (1908-1983).
Artista natural do Bombarral, iniciou a sua formação na Escola Industrial e Comercial das Caldas da Rainha.
Mas, cedo dedicou grande afeto à Nazaré, onde residia na “Vivenda Atalanta”.
Próximo de artistas e intelectuais de ambiente marcadamente neorrealista, traz Júlio Pomar à Nazaré, no outono de 1951.
Dedicou-se sobretudo à cerâmica e ao cobre martelado, deixando ainda assinalável trabalho na gravura, onde manchas negras dão corpo a gentes e cenários do trabalho piscatório nazareno.
A sua sensibilidade levou-o também a desenvolver um gosto especial pelo património cultural, nomeadamente pela arqueologia, tendo participado nas campanhas dos anos 1970 em D. Framondo e S. Gião. Desempenhou ainda um papel relevante na organização do Museu da Nazaré.
Esta exposição mostra, pela primeira vez na Nazaré, os trabalhos do autor pertencentes ao Museu Municipal do Bombarral, numa seleção de trabalhos relacionados com a temática marítima.
Local: Museu Dr. Joaquim Manso
Data: 26 de março a 5 de maio, no horário de abertura do Museu
Jorge de Almeida Monteiro (1908-1983),
native artist of Bombarral, began his educati on
at School of Industry and Commerce of Caldas da
Rainha. In 1938 he married Atalanta Judícibus, daughter of Evaristo
Judícibus, owner of typography located in Bombarral.
arly on, he developed kinship and passion for Nazaré where he
built the well-known “Vivenda Atalanta” on the Avenue Vieira Guimarães.
In Autumn of 1951 he
brought Júlio Pomar to Nazaré, fellow artist and intellectual of the
neo-realistic circle. Jorge de Almeida Monteiro devoted himself mainly to
ceramics and hammered copper. He also created remarkable works in printmaking,
using black stains to give shape to the fishermen and scenery of Nazaré.
Jorge de Almeida Monteiro also developed a special
fondness for archaeology and
played an important role in the creation and organisation of the museum in
Nazaré.
He was a member of Group of Friends of the Dr. Joaquim Manso Museum and participated in initial activities, namely in
archeological works at S. Gião and Torre de D. Framondo.
He is represented in the
collection of this Museum with a copper engraving depicting equipment used by fishermen.
This exhibition shows for the first time in Nazaré
the work of Jorge de Almeida Monteiro from the collection of the Municipal Museum of
Bombarral, partner of this project.
(translated by Nina Pavlosky, volunteer)
Feira Solidária na Páscoa
DE 29 A 31 DE MARÇO NA REDE
MUSEUS NO CENTRO/DRCC
Feira Solidária a favor
da Cáritas Diocesana
Livros
de cultura e arte e música de qualidade
Qual
o papel da Cultura em tempos de crise?
Atenta à realidade social, a Direção
Regional de Cultura do Centro vai promover uma feira solidária, em prol dos
mais carenciados, no período da Páscoa.
Entre Sexta-feira Santa e o Domingo de
Páscoa (de 29 a
31 de março) edições de qualidade, livros de cultura e de arte, música, CD, vão
estar acessíveis ao público em troca de
um contributo solidário (a partir de "2 amêndoas") a ser integralmente doado à Caritas Diocesana de cada
região.
Esta iniciativa solidária vai decorrer em
cada um dos serviços que integram a nova rede DRCC – Museus no Centro: Museu de Aveiro,
Museu da Guarda, Museu José Malhoa e Museu da Cerâmica
(Caldas da Rainha), Museu Dr. Joaquim Manso (Nazaré), Museu Francisco Tavares
Proença (Castelo Branco) e o Mosteiro de Santa Clara-a-Velha (Coimbra).
Desta forma pretende reforçar o sentido de
aproximação e serviço
dos museus à população local, ultrapassando o papel exclusivo
de exposição de acervos.
Com esta iniciativa a DRCC pretende, por conseguinte,
potenciar a dimensão social da Cultura ao colaborar diretamente no melhor
interesse das populações, através de uma instituição de méritos reconhecidos.
Para além desta iniciativa, os Museus da
DRCC irão implementar várias ações de caráter diversificado, com destaque para
oficinas temáticas e a abertura ao
público no Domingo de Páscoa.
Visite a Nazaré nesta Páscoa, participe nas várias iniciativas que decorrerão a nível local e, depois de subir ao Sítio e contemplar a magnífica paisagem sobre a Praia, visite o Museu Dr. Joaquim Manso, entre as 10h e as 17h30, sem interrupção à hora de almoço, incluindo o Domingo de Páscoa!
Como se veste a Nazaré? A tradição hoje
O Museu Dr. Joaquim Manso está a desenvolver um projeto de registo e identificação das caraterísticas atuais do considerado traje tradicional da Nazaré, que permanece em uso no quotidiano pela mulher e, por isso, se vai adaptando aos ditames da moda, dos novos tecidos e materiais.
Detentor de considerável coleção sobre o traje tradicional da Nazaré desde o princípio do século XX, com esta iniciativa do âmbito do inventário do património imaterial, o Museu pretende verificar as suas permanências, resistências e alterações no início do século XXI, reconhecendo que esta será porventura a última geração a utilizá-lo no seu quotidiano, atendendo às mudanças socioeconómicas da região e do país.
Para o efeito, conta com a colaboração da antropóloga Tatjana Stefanović, voluntária de nacionalidade sérvia que se encontra na Nazaré num programa europeu de voluntariado, a desenvolver atividade na CERCINA – CERCINA – Cooperativa de Educação e Reabilitação de Crianças Inadaptadas da Nazaré e, semanalmente, colabora ainda com o Museu Dr. Joaquim Manso neste projeto de relação com a comunidade local sobre os usos do traje no quotidiano.
Já tiveram início as entrevistas, juntando-se ao projeto as duas técnicas do Museu Manuela Conde e Deolinda Anastácio e a voluntária Nina Pavlosky.
Ao longo do ano, iremos dando conta do desenvolvimento deste projeto, que pretende aproximar o Museu da comunidade, ao mesmo tempo que o afirma como mediador entre a memória (e as suas produções) e os desafios da contemporaneidade.
Quando a Nazaré volta a ser notícias pelas "grandes ondas", divulgamos uma fotografia do mar da Praia do Norte, da autoria de Álvaro Laborinho, datada de 1931, e pertencente ao nosso acervo.
As ondas que os pescadores temiam são agora o grande desafio de surfistas mundiais...
Exposição de Carnaval
“Haja Alegria a Rodos!” é o título da Exposição sobre o Carnaval da Nazaré que vai estar aberta ao público, de 26 de janeiro a 17 de fevereiro, no Centro Cultural da Nazaré (antiga lota).
Esta é uma iniciativa da Câmara Municipal da Nazaré, onde o Museu Dr. Joaquim Manso colabora através do empréstimo de material diverso, como fotografia e documentação alusiva à tradição nazarena do Carnaval. À semelhança de anos anteriores, estará igualmente em exposição a nossa "Marchoteca", uma coletânea de letras de marchas de Carnaval, recolhidas pelo Museu ao longo dos anos.
Apelamos a todos os grupos para colaborarem neste intento de atualização da "Marchoteca", entregando as marchas deste ano através do e-mail mjmanso@drcc.pt , da nossa página do Facebook ou pessoalmente no Museu.
Visite a exposição "Haja Alegria a Rodo" (ler mais)!
Em destaque... em janeiro
A recente doação ao Museu Dr. Joaquim Manso da cédula do pescador António Maria Codinha (n. Nazaré, 1864), pela neta Maria de Lurdes Codinha dos Santos, motivou-nos a destacar, em janeiro, a Cédula de Inscrição Marítima, expondo algumas do nosso acervo e outras temporariamente cedidas por particulares.
Visite-nos ou saiba mais em Objeto do Mês de janeiro.
Novo Horário
A partir de 1 de janeiro de 2013, pode visitar o Museu Dr. Joaquim Manso mesmo durante a sua hora de almoço.
Numa medida comum a todos os museus tutelados pela Direção-Regional de Cultura do Centro, no seu horário de Inverno, o Museu da Nazaré passará a estar aberto ao público entre as 10h e as 17h30, sem interrupção.
No verão, o horário será alargado até às 19 horas.
Numa medida comum a todos os museus tutelados pela Direção-Regional de Cultura do Centro, no seu horário de Inverno, o Museu da Nazaré passará a estar aberto ao público entre as 10h e as 17h30, sem interrupção.
No verão, o horário será alargado até às 19 horas.
Voluntariado no Museu
Desde outubro, Nina Pavlosky está a fazer um programa de voluntariado no Museu Dr. Joaquim Manso, apoiando a tradução para inglês, nomeadamente das tabelas da exposição e de outros textos produzidos para o visitante.
Em breve, irá ainda colaborar na realização de visitas para o público imigrante.
Nina Pavlosky é natural da Rússsia, mas com nacionalidade britânica e reside há vários anos em Portugal, na região da Nazaré.
Seja também VOLUNTÁRIO no Museu Dr. Joaquim Manso, nas áreas do Serviço Educativo, do Inventário / Documentação e Biblioteca, da Comunicação / Produção de Eventos ou do apoio à Receção / Vigilância.
Contacte-nos: mdjm@imc-ip.tp ou telef. 262 562 802.
Tertúlia "Do mar para terra. Formas de comunicação"
No dia 15 de novembro, decorreu no
Museu Dr. Joaquim Manso a tertúlia “Do mar para terra. Formas decomunicação”, integrada nas comemorações do Dia Nacional do
Mar, celebrado a 16 de novembro.
A pintura de Coelho da Silva (1909-95), “Sinal à barca”, em destaque como “Objeto do mês de novembro”, assim como as fotografias da artista alemã CharlottePauly (1886 - 1981), serviram de pretexto para recuperar memórias sobre as formas ancestrais de comunicação entre os pescadores da Nazaré, bem como para divulgar as atuais tecnologias que favorecem uma maior segurança para quem está no mar, incluindo a prática subaquática.
Lourenço Gorricha, comandante da Capitania do Porto da Nazaré, traçou a evolução dos equipamentos de comunicação pela ação pioneira da Marinha, desde meados do século XIX, marcando a separação entre o período anterior e o posterior à radiocomunicação. No entanto, se hoje é muito mais seguro andar no mar, graças aos equipamentos eletrónicos e à estrutura global da comunicação por satélite, permanecem ainda formas tradicionais de comunicação, assim como os principios básicos do seu funcionamento.
António Peixe, natural da Nazaré e capitão da marinha mercante durante largos anos, apresentou alguns dos equipamentos de comunicação ao dispor das embarcações, desde a navegação costeira à de longo curso, necessários para o seu posicionamento e orientação, bem como para segurança e transmissão de informações diversas (bandeiras, grafia e heliografia, morse, comunicação por satélite, etc.). Com a progressiva substituição de equipamentos a favor da comunicação atual, foram também desaparecendo ocupações e profissões, como o chamado “pica-pica”.
Bruno Santos, instrutor de mergulho, falou sobre a necessidade de respeitar as normas, locais e internacionais, para a prática segura da modalidade e das estratégias comunicação entre os parceiros. Por fim, despertou a curiosidade dos presentes para as várias embarcações naufragadas ao largo de Peniche, nomeadamente, no conhecido “cemitério dos navios”.
Agostinho da Nascimenta (n. 1925) e Joaquim Estrelinha (n. 1934), trouxeram a sua larga experiência de pescadores, de uma época em que a orientação e a comunicação eram sobretudo intuitivas e através de métodos artesanais. A localização dos “pesqueiros” através dos enfiamentos com “sinais de terra”, a informação sobre a chegada das traineiras às “boias” através dos sinais luminosos dos fogachos e archotes, a prospeção sobre a profundidade do mar através de sondas artesanais, entre outros, foram recordados por estes dois antigos pescadores nazarenos, o primeiro proprietário da traineira “Sol Divino”, o segundo dos barcos do alto “Bela Alice” e “Fonte da Virgem”, depois de ter “andado ao bacalhau”. Ambos concluíram sobre uma infância e uma juventude de “crise e miséria”, de quem teve muitos irmãos, pouca escolaridade e foi colocado na pesca no início da adolescência; mas, é com gosto que falam de uma pesca que requeria vigilância permanente de toda a companha, do conhecimento do mar através de um saber que era passado dos pais para os filhos.
Do “muro dos sinais” existente no
Sítio já são poucas as memórias, uma vez que se destinava à
comunicação diurna com os “galeões”, que foram introduzidos na
Nazaré em 1901, mas que deixaram de existir a partir de finais dos
anos 1930. Nas palavras de José Soares, “não havendo telégrafo
e, muito menos, rádio, para se prover ao transporte de pescado com a
maior destreza, desenhou-se, no topo da falésia, sobre um muro
caiado de branco (…), as siglas dos diferentes galeões e,
junto de cada um desses sinais (era assim que eram
conhecidos), um sinaleiro ou acinador (acenador), que
era também o chamador da companha, servindo-se de um binóculo,
perscrutava o mar e vigiava atentamente os movimentos da lancha
respetiva. Se esta cercava, ele tapava o sinal com o gavão e assim
permanecia, aguardando o desenvolvimento do lanço. Se do galeão
acenavam com o pendão (um remo embandeirado com uma peça de
roupa, vibrado tantas vezes quantas as barcadas de sardinhas
previstas), ele fazia drapejar o seu gavão igual número de vezes,
retransmitindo assim as ordens dadas da embarcação”. As barcas
eram, então, mandadas entrar ao mar.
Recordaram-se as cores dos
vários barcos, alguns até revelando as opções políticas dos seus
proprietários, como o “Cerco Republicano”, pintado de branco e
encarnado e a bandeira portuguesa pintada no costado. Será
porventura deste galeão o sinal da bandeira que ainda se visualiza
no muro reproduzido na fotografia de Charlotte E. Pauly e nos seus
desenhos e pinturas; assim como a “tesoura” pertenceria ao
“Mar-em-Fora Velho” ou o óculo grande, encarnado e branco, ao
“Laranja Novo”.
A tarde terminou após uma conversa
animada em torno da identidade da Nazaré associada ao mar e das suas
potencialidades turísticas.
Exposição comemorativa do centenário do concelho
Está patente, no Centro Cultural da Nazaré, até dia 18 de dezembro, a exposição "Pederneira - Nazaré. 100 anos do Concelho. 1912-2012", comemorativa do centenário da designação de concelho da Nazaré.
O Museu Dr. Joaquim Manso colabora na sua organização, com a cedência de espólio e documentação variada, exemplificativa da realidade sócio-económica da época e das transformações urbanísticas e administrativas então ocorridas.
Ler mais em: http://www.cm-nazare.pt
Do mar para terra. Formas de comunicação
No Museu Dr. Joaquim Manso, as comemorações do Dia Nacional do Mar (celebrado a 16 novembro) têm início no dia 15 novembro, com a tertúlia “Do mar para terra. Formas de comunicação”, sobre as antigas técnicas de comunicação entre o mar e a terra, através de sinais visuais, acústicos e radiotelegráficos.
Os sistemas tradicionais (archote, fogacho e pinturas murais) utilizados pelos pescadores da Nazaré, hoje completamente substituídos por novas tecnologias, são trazidos ao presente pela voz dos antigos pescadores Agostinho da Nascimenta e Joaquim Estrelinha, que partilharão os seus saberes sobre processos ancestrais transmitidos oralmente de geração em geração, favorecendo o Museu o seu registo e memória.
À conversa estarão ainda António Peixe, docente de “Ciências do Mar - Ambiente e alterações climáticas” na Universidade Sénior da Nazaré; Bruno Santos, instrutor de mergulho; e Lourenço Gorricha, Comandante da Capitania do Porto da Nazaré.
Durante o mês de novembro, em exposição como “Objeto do Mês” (ler mais) estará a pintura naïf “Sinal à barca”, do nazareno Coelho da Silva (1909-1995), complementada com equipamentos de comunicação cedidos pela Capitania do Porto da Nazaré e fotografias de Charlotte E. Pauly (1886-1981), artista alemã que viveu na Nazaré no início dos anos 1930 e registou uma forma de comunicação para a pesca diurna através de sinais pintados.
Esta iniciativa tem a colaboração da Capitania do Porto da Nazaré, da Câmara Municipal da Nazaré e da Universidade Sénior da Nazaré.
Horário: 15 de novembro, 15 horas
Local: Museu Dr. Joaquim Manso
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