À Hora do Banho. Álvaro Laborinho
Esta exposição corresponde a uma pequena seleção do espólio fotográfico de Álvaro Laborinho (1879-1970), pertencente ao Museu Dr. Joaquim Manso, localizado no Sítio da Nazaré. Resulta de uma parceria entre este museu e a “Cenas & Livros”, com o intuito de divulgar o acervo daquele fotógrafo, nem sempre exposto ou totalmente visível.
Álvaro Laborinho nasceu na Nazaré, filho de pescadores. Tinha uma loja de fazendas e atoalhados na Praça Sousa Oliveira. Mas, entre os seus múltiplos interesses, foi à fotografia que mais se dedicou. Através da sua câmara surge o registo completo da Nazaré da primeira metade do século XX, num documento histórico e etnográfico essencial para reconstruir o passado desta comunidade marítima ou para entender a produção de uma determinada imagem sobre a mesma.
A “praia de banhos” foi sistematicamente captada pelo olhar do autor, que conferiu o título de “(H)á hora do banho”, à maioria dessas fotografias.
Na primeira metade do século XX, prescrições médicas e novos conceitos de saúde e lazer trazem à Nazaré cada vez mais veraneantes, oriundos sobretudo do Ribatejo. “Vir a banhos” obedecia a um ritual de convívio anual, que estabelecia horários matinais para o banho de mar, tomado com a ajuda do “banheiro”. Aqueles que não se aventuravam nas ondas, assistiam “à hora do banho” sentados junto às barracas ou aproveitavam o tempo para um passeio até às “Pedras”.
Através das fotografias de Laborinho, assistimos à evolução da organização da praia, em áreas para barracas de banho e toldos (de sol e geral), que ocupam cada vez mais espaço em detrimento dos pescadores e embarcações, arrastadas para Sul. “Senhoritos” e “palecos” distribuem-se por zonas diferentes do areal, mas confundem-se lado a lado no momento de assistir “à hora do banho”. Os vestidos compridos vão dando lugar a fatos de banho mais decotados. Para além do banho, o tempo de permanência na praia vai aumentando e vão-se diversificando as ocupações de lazer.
A animação estendia-se entre julho e setembro, com um momento de grande afluxo durante as Festas em Honra de Nossa Senhora da Nazaré, ou até mesmo outubro, depois das vindimas.
Visite-nos e visite a exposição na livraria Cenas & Livros!
Umas ótimas férias nesta centenária “Nazaré Praia de Banhos”!
Memórias e perspetivas do mar da NAZARÉ
Numa pequena exposição, apresentam-se lado a lado tempos diferentes da Nazaré, documentada por duas gerações de fotógrafos.
ÁLVARO LABORINHO (1879-1970), a preto e branco, retrata as atividades da pesca, os enquadramentos urbanos e a praia de banhos do princípio do século XX...
Em contraponto, as imagens de uma Nazaré atual, cheia de cor, ainda que enraizada numa forte tradição piscatória e balnear, são-nos trazidas através da lente do finlandês ANTTI OLAVI SARKILHATI e da alemã GISELA BARG, residentes na Nazaré e autores de vários álbuns de fotografia (mais informação).
Esta exposição tem a colaboração do Agrupamento de Escolas da Nazaré, na sequência de uma parceria na Semana Cultural de abril de 2012.
Calendarização: 1 agosto a 2 setembro
Local: Museu Dr. Joaquim Manso
Publicações do Museu na Feira do Livro
Entre 20 de julho e 15 de agosto, no Centro Cultural da Nazaré, decorre mais uma Feira do Livro da Nazaré, uma organização da Biblioteca da Nazaré.
Como vem sendo habitual, o Museu Dr. Joaquim Manso colabora com esta iniciativa, pelo que aí poderá encontrar à venda algumas das nossas edições e postais.
Mais uma boa razão para vir à Nazaré neste verão ou para passar pelo Centro Cultural (antiga Lota).
Exposição "Entre Freguesias. Patrimónios cruzados"
O projeto "Entre Freguesias. Patrimónios cruzados", realizado em parceria com o Agrupamento de Escolas Amadeu Gaudêncio e a colaboração da Câmara Municipal da Nazaré e das Juntas de Freguesia da Nazaré, Valado dos Frades e Famalicão, está a chegar ao fim, depois de seis meses de realização.
A exposição de todos os trabalhos está patente no Museu Dr.
Joaquim Manso, entre 26 de junho e 8 de julho.
Ler mais sobre o projeto "Entre Freguesias. Patrimónios cruzados"
Exposição "Praia da Nazareth. Panorama dos anos 1920!"
Prolongámos por mais uns dias a exposição “Praia da Nazareth. Panorama dos anos 1920”!
Até 24 de junho, pode relembrar alguns dos edifícios e barcos típicos da Nazaré, através dos trabalhos tridimensionais dos alunos do 7º, 8º e 9º ano de Educação Tecnológica do Externato D. Fuas Roupinho (orientação prof. Afonso Henriques), no âmbito de um projeto de parceria desenvolvido ao longo do ano letivo e centrado na pesquisa de memórias arquitetónicas, industriais e sócio-económicas desta vila piscatória.
Exposição fotográfica “A Nazaré de Lança Cordeiro. Décadas 1950-1970”
Em meados
do século XX, a Nazaré fascinava pintores e fotógrafos, nacionais e
estrangeiros, em demanda de uma promessa de originalidade de paisagens e
tradições ligadas ao mar e à pesca, numa Europa pós-II Guerra Mundial que se
abria definitivamente à industrialização e ao desenvolvimento comercial. As
suas gentes habituaram-se às lentes de amadores ou profissionais, a conviver de
perto com pintores e escritores, que, consciente ou inconscientemente,
participaram na produção e divulgação de uma determinada imagem identitária da
Nazaré.
António
Manuel de Lança Cordeiro (1938-2000) seguiu a via profissional da
arquitetura, mas a fotografia foi outra das suas paixões, assim como a Nazaré
onde cresceu. Das décadas de 1950
a 1970 ficou uma série de fotografias, que o autor
ofereceria ao Museu Dr. Joaquim Manso nos anos da sua organização (1976), na
qual também colabora ativamente.
Essencialmente a preto e branco, no formato 6x6, elegem como cenário as
ruas da Praia da Nazaré. O interesse de arquiteto sente-se na atenção ao
edificado tradicional, à denúncia das ameaças a que o mesmo se sujeitava
perante uma realidade que anunciava a mudança económica e social
consubstanciada a partir dos anos 1980. Mas, acima de tudo, as fotografias de
Lança Cordeiro expressam o seu entendimento global do espaço, a visão de
urbanista e a relação da arquitetura com as vivências e as suas ocupações
funcionais.
A mulher é uma presença constante. À conversa, em grupo; no arrebate da
porta a cuidar dos filhos ou a remendar roupa; envolta em capas negras ou em
traje de trabalho; a transportar filhos, peixe ou lenha; a vender legumes e
frutos secos; … é ela que povoa as ruas estreitas e os “pátios” da praia. Ao homem,
associam-se as embarcações, o transporte das artes, o convívio na taberna…
Nas palavras de Lança Cordeiro, “todas estas Ruas, a Frente do Mar e o
Mar, formam um conjunto que é um órgão vivo, claro e certo. (…) São estas 3
partes que se constituem em órgão vivo, pela vida que se lhes dá e faz
diariamente. (…) As terras vão vivendo ou morrendo pelo que vamos fazendo,
gerações e mais gerações, muito ou pouco lá vai ficando como sedimentos,
camadas sucessivas ao longo de vidas”.
O núcleo
fotográfico oferecido pelo autor ao Museu Dr. Joaquim Manso trata-se, assim, de
um significativo contributo para a documentação visual da Nazaré das décadas de
1950-70, assim como para o debate sobre o papel que a fotografia assume na
construção da memória nazarena, e como ela hoje se nos oferece, quer na sua
vertente documental, quer artística.
Em exposição no Centro Cultural da Nazaré, até 16 de junho.
Colaboração: Câmara Municipal da
Nazaré, Biblioteca
da Nazaré , José Carlos Codinha, Jaime Rocha, Bombeiros Voluntários da Nazaré, família do
autor.
Apoio: Carlos Portugal
– Fotografia Profissional
Horário de Verão
Excepcionalmente, o horário de Verão terá início apenas em julho.
Entre julho e agosto, estaremos aberto entre as 10h e as 18 horas, para que nos possa visitar mesmo à hora de almoço.
Entre julho e agosto, estaremos aberto entre as 10h e as 18 horas, para que nos possa visitar mesmo à hora de almoço.
Assim aconteceu em maio...
Nos dias 18 e 19 de maio, o Museu Dr. Joaquim Manso esteve em festa, com a programação do Dia Internacional dos Museus e da Noite dos Museus.
Este ano, em que se comemorou o 35º aniversário do Dia Internacional dos Museus (criado pelo ICOM - Conselho Internacional de Museus), o tema foi dedicado aos "Museus num Mundo em Mudança: Novos Desafios, Novas Inspirações".
Na tarde do dia 18, o Museu acolheu os alunos do 7º, 8º e 9º do Externato D. Fuas Roupinho para a inauguração da exposição dos seus trabalhos, representando barcos e edifícios tradicionais da Nazaré, desaparecidos ou demolidos após as grandes alterações no sector das pescas e na economia local, verificadas sobretudo a partir dos anos 1980. Os trabalhos tridimensionais, realizados no âmbito da disciplina de Educação Tecnológica, sob coordenação do prof. Afonso Henriques, estão incluídos na exposição "Praia da Nazareth. Panorama dos anos 1920", na receção do Museu até ao dia 10 de junho. Para a cerimónia de abertura, para além do Diretor da Escola, um grupo de alunos convidou os presentes a uma viagem lusófona pelo "mar" da poesia, percorrendo as salas do Museu.
A Noite dos Museus decorreu no Centro Cultural da Nazaré, marcando a inauguração da exposição fotográfica "A Nazaré de Lança Cordeiro. Décadas 1950-1970", patente ao público naquele espaço municipal até 17 de junho.
António Manuel de Lança Cordeiro (1938-2000) seguiu a via profissional da arquitetura, mas a fotografia foi uma das suas paixões, assim como a Nazaré onde cresceu. Das décadas de 1950 a 1970 ficaram fotografias que o autor ofereceria ao Museu Dr. Joaquim Manso. O interesse de arquiteto sente-se na atenção ao edificado tradicional, à denúncia das ameaças a que o mesmo se sujeitava perante uma realidade que anunciava a mudança económica e social consubstanciada nos anos seguintes. Mas, acima de tudo, as fotografias de Lança Cordeiro expressam o seu entendimento global do espaço, a visão de urbanista e a relação da arquitetura com as vivências e as suas ocupações funcionais.
O núcleo fotográfico oferecido pelo autor ao Museu Dr. Joaquim Manso, em parte agora exposto, trata-se de um significativo contributo para a documentação visual da Nazaré de meados do século XX, assim como para o debate sobre o papel que a fotografia assume na construção da memória nazarena.
"Um tempo de jazz…", com Joaquim Pequicho, acompanhou a abertura da exposição, seguindo-se uma mesa-redonda sobre a vida e obra do arq. Lança Cordeiro, com as filhas do autor, Olga e Ana Lança Cordeiro, e os amigos Laborinho Lúcio, José Carlos Codinha e Norberto Isaac. Foi uma sessão rica de emoções, que testemunharam a afetuosidade de todos os presentes pelo autor e a importância da sua intervenção na sociedade civil e cultural da Nazaré.
A partir das 22h30, as danças assumiram o protagonismo numa segunda parte mais festiva, com a participação de vários grupos locais: "Danças Contemporâneas" pela AMA – Academia Municipal das Artes / Câmara Municipal da Nazaré; Sabor Latino; Solodanza; e Flávia & Sílvio, com danças de salão.
A apresentação esteve a cargo de João Veríssimo, que foi lendo durante a noite alguns textos da sua autoria sobre a vila da Nazaré.
Este evento contou com a colaboração da Câmara Municipal da Nazaré.
O Museu Dr. Joaquim Manso presta o seu reconhecimento a todas as pessoas e entidades que participaram em mais uma "Festa dos Museus" em maio e, assim, a tornaram possível!
Museus em MAIO
O Museu Dr. Joaquim Manso tem o prazer de convidar para celebrar connosco o Dia Internacional dos Museus e a Noite dos Museus!
DIA INTERNACIONAL dos MUSEUS
18 de maio, sexta-feira
Local: Museu Dr. Joaquim Manso

14h30-16h: Abertura da exposição “Praia da Nazareth. Panorama dos anos 1920”
Apresentação de trabalhos dos alunos do 7º, 8º e 9º ano de Educação Tecnológica do Externato D. Fuas Roupinho (orientação prof. Afonso Henriques), no âmbito de um projeto de parceria centrado na pesquisa de memórias arquitetónicas, industriais e sócio-económicas da Nazaré.
Intervenção dos alunos, com explicações sobre os trabalhos e leituras sobre o património nazareno.
Iniciativa com a colaboração do Externato D. Fuas Roupinho.
NOITE dos MUSEUS
19 de maio, sábado
Local: Centro Cultural da Nazaré
I parte
21.00 h – Abertura da exposição fotográfica “A Nazaré de Lança Cordeiro. Décadas 1950-1970”
Primeira apresentação pública do núcleo fotográfico oferecido ao Museu Dr. Joaquim Manso pelo seu autor, o arquiteto Lança Cordeiro (1938-2000). Trata-se de um significativo contributo para a documentação visual da Nazaré das décadas de 1950-70, com uma temática essencialmente centrada nas ruas e no edificado tradicional.
“Um tempo de jazz…” – atuação musical de Joaquim Pequicho, acompanhando a abertura da exposição.
21.30 h – Mesa-Redonda sobre a vida e obra do arq. Lança Cordeiro e a sua intervenção na sociedade civil da Nazaré, com a presença de:
Laborinho Lúcio
José Carlos Codinha
Norberto Isaac (Biblioteca da Nazaré)
Olga e Ana Lança Cordeiro (filhas do autor).
II parte
22.30 h – Momentos de dança, com os grupos:
Danças Contemporâneas (AMA-Nazaré)
Flávia & Sílvio (danças de salão)
Sabor Latino
Solo Danza
Apresentação: João Veríssimo
Colaboração: Câmara Municipal da Nazaré, Biblioteca da Nazaré, José Carlos Codinha, Jaime Rocha, família de Lança Cordeiro e demais intervenientes na programação.
Apoio: Carlos Portugal – Fotografia Profissional
Entrada gratuita em todos os eventos.
Campanha Promocional do Livro
Para assinalar o Dia Internacional dos Museus, o Instituto dos Museus e da Conservação volta a promover uma “Campanha Promocional” das suas edições, à venda nos museus e palácios da sua tutela.
Visite neste período o Museu Dr. Joaquim Manso e adquira publicações a valores muito apelativos!
Calendarização: 16 a 31 de maio, no horário de abertura do Museu Dr. Joaquim Manso.
Toda a informação sobre o Dia Internacional dos Museus no portal do Instituto dos Museus e da Conservação.
Doação do Espólio de Humberto Sousinha Macatrão
Entre 28 abril e 13 maio, no Centro Cultural da Nazaré, estará patente uma exposição bibliográfico-documental de apresentação do espólio de Humberto Sousinha Macatrão (1916-1998), numa organização conjunta do Museu Dr. Joaquim Manso e da Câmara Municipal da Nazaré.
Natural do Sítio da Nazaré, Humberto Sousinha Macatrão repartiu a sua vida entre esta vila piscatória e o Bombarral, onde trabalhou largos anos na Tipografia Judícibus, com acesso privilegiado à informação e ao contacto com artistas e escritores. Figura culta, amante da leitura, da investigação e do saber, nunca deixou de manter ligação com a Nazaré, recolhendo todas as suas edições e seleccionando dos jornais as notícias referentes à sua terra natal. Entre volumes e periódicos vai também reunindo uma biblioteca considerável, a qual organiza tematicamente por áreas de arqueologia, antropologia, história universal e regional, arte, literatura, organização do trabalho, entre outras.
Uma parte deste qualificado fundo bibliográfico e documental foi doada recentemente ao Museu Dr. Joaquim Manso e outra parte à Câmara Municipal da Nazaré, garantindo-se a salvaguarda e consulta pública do trabalho criterioso de um homem que dedicou a sua vida ao livro e ao conhecimento, (in)voluntariamente documentando a memória da região ao longo do século XX.
No dia 28 de abril, pelas 16 horas, decorrerá uma sessão pública de apresentação desses dois núcleos documentais e biográficos, com a presença de familiares.
Ler mais sobre esta exposição no portal do Município da Nazaré.
Natural do Sítio da Nazaré, Humberto Sousinha Macatrão repartiu a sua vida entre esta vila piscatória e o Bombarral, onde trabalhou largos anos na Tipografia Judícibus, com acesso privilegiado à informação e ao contacto com artistas e escritores. Figura culta, amante da leitura, da investigação e do saber, nunca deixou de manter ligação com a Nazaré, recolhendo todas as suas edições e seleccionando dos jornais as notícias referentes à sua terra natal. Entre volumes e periódicos vai também reunindo uma biblioteca considerável, a qual organiza tematicamente por áreas de arqueologia, antropologia, história universal e regional, arte, literatura, organização do trabalho, entre outras.
Uma parte deste qualificado fundo bibliográfico e documental foi doada recentemente ao Museu Dr. Joaquim Manso e outra parte à Câmara Municipal da Nazaré, garantindo-se a salvaguarda e consulta pública do trabalho criterioso de um homem que dedicou a sua vida ao livro e ao conhecimento, (in)voluntariamente documentando a memória da região ao longo do século XX.
No dia 28 de abril, pelas 16 horas, decorrerá uma sessão pública de apresentação desses dois núcleos documentais e biográficos, com a presença de familiares.
Ler mais sobre esta exposição no portal do Município da Nazaré.
Em destaque: "Avental de Festa"
Na Nazaré, por altura da Páscoa, sempre foi com orgulho que se vestiu o “traje de festa”, justificando em tempos a realização de um “concurso de traje e de foquim”.
Como peça muito importante do traje feminino, emprestando-lhe cor e riqueza, para esta época as mulheres reservavam os seus melhores aventais, que exibiam com certa vaidade, muitas vezes bordados à mão pelas próprias, como o avental que destacamos como "Objecto do Mês", que ficou em segundo lugar num concurso em 1937.
Cada vez mais substituído por um trabalho à máquina, ainda é vulgar encontrar a mulher ostentando um “avental de festa” durante a Páscoa, quando a Nazaré se enche de jogos tradicionais, animação na rua e turistas.
Ler mais em Objecto do Mês.
Como peça muito importante do traje feminino, emprestando-lhe cor e riqueza, para esta época as mulheres reservavam os seus melhores aventais, que exibiam com certa vaidade, muitas vezes bordados à mão pelas próprias, como o avental que destacamos como "Objecto do Mês", que ficou em segundo lugar num concurso em 1937.
Cada vez mais substituído por um trabalho à máquina, ainda é vulgar encontrar a mulher ostentando um “avental de festa” durante a Páscoa, quando a Nazaré se enche de jogos tradicionais, animação na rua e turistas.
Ler mais em Objecto do Mês.
Sessão de Arqueologia no Museu
Na tarde de 31 de março, teve lugar no Museu Dr. Joaquim Manso a sessão "Novas formas de divulgação da Arqueologia", com a colaboração do "Portugal Romano".
Na Nazaré, foi apresentada o número 1, com artigos incidindo nesta área geográfica ou em temática relacionada com o mar, e onde não falta o destaque a peças do período romano existentes no Museu Dr. Joaquim Manso.
Carlos Fidalgo, investigador nazareno na área do património, apresentou uma comunicação sobre as condições favoráveis à presença romana em torno das primitivas lagoas (lagunas) da Pederneira e Alfeizerão, identificando vários achados arqueológicos (alguns incluídos no acervo deste Museu) que, de alguma maneira, estabelecem uma cartografia e lançam pistas de investigação sobre possíveis articulações comerciais à época.
Finalmente, Adriano Monteiro trouxe as suas considerações sobre a origem da Igreja de S. Gião, iniciando pela lenda de S. Julião e a presença deste santo em zonas portuárias portuguesas. Chamou a atenção para a provável origem romana deste templo considerado visigótico, demonstrando graficamente a sobreposição de elementos decorativos e arquitectónicos.
Ler mais em Portugal Romano.
Novas Formas de Divulgação da Arqueologia | 31 março
Do programa consta o lançamento do número 1 da revista “Portugal Romano.com” por Raul Lousada, Filomena Barata e Miguel Rosenstok. Este é um projeto que tem por objetivo dinamizar, divulgar e promover a arqueologia romana em Portugal.
Numa articulação com a ocupação regional, Carlos Fidalgo apresentará a comunicação “A presença romana na periferia das lagunas da Pederneira e Alfeizerão” e Adriano Monteiro, “A Igreja de S. Gião”.
Na exposição permanente do Museu Dr. Joaquim Manso figuram objetos do período romano, em parte provenientes de campanhas arqueológicas realizadas nos anos 1970 naquelas áreas.
Saber mais em http://www.portugalromano.com
Data: sábado, 31 março
Hora: 15 horas
Local: Museu Dr. Joaquim Manso
Com o apoio da Confraria de Nossa Senhora da Nazaré
Entrada gratuita
"estórias e poesias de José Soares" no Externato D. Fuas Roupinho
No dia 21 de março, numa parceria com o Museu Dr. Joaquim Manso, decorreu no Externato D. Fuas Roupinho a sessão “estórias e poesias de José Soares” comemorativa do Dia Mundial da Poesia.
O poeta “foi à escola”, viu os trabalhos realizados por alunos inspirados na sua obra e, na voz de outros alunos, escutou alguns dos seus poemas inéditos.Depois, José Soares leu poemas publicados em “Ventania” (c.1960) e respondeu, com a sua longa sabedoria, às curiosas perguntas da assistência.
Filho de pescadores, pudemos constatar que o MAR sempre foi a matriz da sua poesia e nela intuímos a Nazaré dos barcos e das “sete saias” dos anos 1950-60. Para o autor, que começou a escrever poemas aos 13 anos, não se faz poesia por fazer; o “poema é uma arma”, uma forma de intervenção social, de melhorar o mundo e o homem! Se os poemas têm a sua parte estética, a “arte não é só beleza”, a “beleza é um adorno da arte”.
É com muito agrado que esteve entre os jovens falando da sua poesia, mas sobretudo, da obra de outros “grandes poetas”, como Carlos Queirós e José Gomes Ferreira, ignorados ou ofuscados nos programas escolares e nas edições.
Por isso, e em resposta à pergunta de um aluno sobre “O que é o Amor?”, estes momentos de “partilha” são momentos de Amor, ao qual se sobrepõe a Amizade, destituída da parte carnal do primeiro.
A todos deixa a recomendação – contrariar as palavras de repreensão proferidas por um saudoso professor do seu tempo de frequência do Seminário: “Vocês (alunos) fazem muito bem o mal e fazem muito mal o pouco bem que conseguem fazer”. Nunca se esqueceu dessa frase e sempre orientou a sua vida por tentar fazer “muito bem o bem”.
“Eu e o Mar”
(…)
Ainda eu era de mama
E já tinha por meu mundo o Mar.
Da areia quanta vez fica cama!
Por isso agora, quando o Mar brama,
Sei que me chama para conversar.”
(…)
José Soares (Excerto de poema "Eu e o Mar", em "Ventania", 1960).
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