“estórias e poesias de José Soares” | 17 março


Em março, no âmbito da iniciativa “Objeto do Mês”, o Museu Dr. Joaquim Manso destaca a pintura “Cabeça de nazarena”, de José Soares, oferecida pelo autor nos anos 1970.
Escritor e estudioso da Nazaré, José Soares (n. 1922) publicou vários trabalhos sobre a história, costumes e tradições locais, privilegiando um contacto estreito com artistas e intelectuais que frequentavam esta praia em meados do século XX. Nos anos 1970, colabora na recolha e no estudo de objetos etnográficos, com vista à organização e abertura do Museu Dr. Joaquim Manso. 
Este é o pretexto para uma tertúlia de homenagem ao autor, com a presença de nomes ligados ao património, à literatura e às artes plásticas: António Jacinto Pascoal, Basílio Martins, Felisberto Santos Matos e Francisco Abreu Pessegueiro.
A sessão contará ainda com a presença do Presidente da Câmara Municipal da Nazaré e com a apresentação do filme de Steve Delgado, “O Corrimoeiro”, gravado no Museu Dr. Joaquim Manso com narração de José Soares, a partir da sua obra homónima.
Num convite para esta sessão, fiquemos com as palavras do poeta: “O homem não é o que parece nem o que é mas o que vai sendo. É portanto, um pouco mais do que diz o poeta (Carlos Queirós): ‘por dentro das coisas é que as coisa são’. Afinal, o Homem é a sua história”.
No dia 21 de março, Dia Mundial da Poesia, no Externato D. Fuas Roupinho, decorrerá uma sessão de leitura de poemas de José Soares.

Visita da comitiva brasileira que acompanha imagem de N.ª Sr.ª da Nazaré de Belém do Pará

No dia 2 de março o Museu Dr. Joaquim Manso foi visitado pela comitiva que acompanha a imagem peregrina de Nossa Senhora da Nazaré, de Belém do Pará (Brasil), que esteve na Nazaré numa visita de dois dias. Do acervo do Museu, para além de imagens e gravuras associadas à devoção a Nossa Senhora da Nazaré, constam alguns “registos de santo" evocativos do milagre de Nossa Senhora da Nazaré de Belém do Pará, datados da segunda metade do século XIX.

No primeiro dia, 1 de março, do programa oficial constou uma celebração eucarística no Santuário de Nossa Senhora da Nazaré, onde entoou alguns cânticos Fafá de Belém.

O "Círio de Nazaré", de Belém do Pará, é considerado a maior manifestação religiosa do mundo, conseguindo congregar num dia cerca de 2 milhões de pessoas. Realiza-se anualmente desde o século XVIII, numa celebração composta por várias etapas e símbolos, em torno da imagem de Nossa Senhora da Nazaré, devoção que foi introduzida no Pará pelos Jesuítas, no século XVII. Em setembro de 2004, foi registado como Património Cultural de Natureza Imaterial (consultar), pelo Instituto do Património Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).

Ler mais em Portal da Câmara Municipal da Nazaré.

Em destaque em Março "Cabeça de Nazarena"






José Soares (n.1922)
Cabeça de nazarena, anos 1960
Óleo sobre papel
MDJM inv. 64 Pint.



No mês de Março, destacamos a pintura "Cabeça de nazarena", do autor local José Soares. Em pinceladas largas e espontâneas, sugere-se o rosto de uma nazarena, envolta pela capa tradicional.

José Soares, escritor e estudioso da cultura local, publicou vários trabalhos sobre a história, costumes e tradições da Nazaré, privilegiando um contacto estreito com artistas e intelectuais que frequentavam esta praia em meados do século XX. Esta proximidade incitou uma vontade de desenvolver algumas experiências no campo pictórico, de que resultaram pequenas composições, ainda pouco divulgadas e de que o Museu Dr. Joaquim Manso conserva alguns exemplares, como este pequeno óleo.

No âmbito desta apresentação, no dia 17 de Março, será promovida uma sessão de homenagem ao autor – “estórias e poesias de José Soares" – pretexto para uma conversa sobre a realidade turística, patrimonial e artística da Nazaré.
Ler mais em "Objecto em destaque".

Álvaro Laborinho. O MAR DA NAZARÉ em Buarcos


Depois de ter figurado na Galeria de Exposições Temporárias da “Cenas & Livros”, a Exposição “Álvaro Laborinho. O MAR DA NAZARÉ. Uma mostra da colecção do Museu Dr. Joaquim Manso” está agora no Núcleo Museológico do Mar / Câmara Municipal da Figueira da Foz, em Buarcos.
Esta exposição corresponde a uma pequena selecção do valioso espólio fotográfico de Álvaro Laborinho, oferecido ao Museu Dr. Joaquim Manso pelo seu filho, Dr. Álvaro Brilhante Laborinho, em 1980.  
Álvaro Laborinho (1879-1970), filho de pescadores, nasceu na Nazaré. Entre os seus múltiplos interesses e activa participação na vida associativa e política local, foi à fotografia que Álvaro Laborinho mais se dedicou. Através da sua câmara surge o registo completo da Nazaré da primeira metade do século XX.
Este arquivo fotográfico, de quase dois milhares de negativos, constitui material imprescindível para o estudo de múltiplos aspectos do quotidiano das gentes da Nazaré: a vida social, as cenas de trabalho, os vários tipos de embarcações, as artes de pesca, o traje de trabalho e de festa, feminino e masculino, o vestuário de diferentes estratos sociais dos visitantes e dos banhistas. O conjunto revela-nos o apurado sentido de observação de Álvaro Laborinho e valida a sua referência na história da fotografia portuguesa.  
Através da itinerância desta pequena exposição, o Museu Dr. Joaquim Manso pretende proporcionar uma maior divulgação deste autor e do seu contributo para a fixação de uma determinada imagem sobre a Nazaré e os seus pescadores.

Local: Núcleo Museológico do Mar | Rua Governador Soares Nogueira, n.º 32 - Buarcos
Data: 10 de fevereiro a 30 de março


Guarda a tua MARCHA no Museu!



















Na Nazaré já estamos em tempo de Carnaval e, por isso, o Museu Dr. Joaquim Manso vem mais uma vez lançar o desafio a todos os grupos carnavalescos, e à comunidade em geral, para entregarem uma cópia das marchas (letra ou música).


As marchas poderão ser entregues no próprio Museu, enviadas por e-mail para mdjm@imc-ip.pt ou através da nossa página no Facebook.
O Museu Dr. Joaquim Manso, ao longo dos anos, foi reunindo um número considerável de letras de marchas, que hoje constituem a memória de tantos Carnavais nazareno. São património de todos e estão disponíveis para consulta ou investigação.


Este apelo visa dar continuidade à pesquisa e recolha das marchas carnavalescas. A colaboração de todos é imprescindível para a actualização da “marchoteca”, um registo documental exaustivo deste aspecto do património nazareno.



Exposição "...(Pontos) de Vista" até 31 de Janeiro

Entre 24 e 31 de Janeiro, está patente no Museu Dr. Joaquim Manso a exposição “…(Pontos) de Vista”, mostra fotográfica sobre a Nazaré inserida no projecto “Olhar o Outro”, evidenciando a relação que a comunidade migrante aqui residente assume perante a cultura local. 


OLHAR O OUTRO é um projecto co-financiado pelo fundo Europeu para a Integração de Países Terceiros (FEINPT) e pelo Alto Comissariado para a Imigração e Diálogo Intercultural (ACIDI).
A exposição fotográfica “...(Pontos) de Vista” insere-se no âmbito do “Desenvolvimento de Projectos Municipais para Promoção da Interculturalidade”, promovida pela Confraria de Nossa Senhora da Nazaré (serviço de Centro Local de Apoio ao Imigrante) em parceria com o Externato D. Fuas Roupinho e o Museu Dr. Joaquim Manso.


Esta iniciativa contou com a participação de sete imigrantes residentes no concelho da Nazaré e utentes do Centro Local de Apoio ao Imigrante, que de forma voluntariosa se mostraram disponíveis para dar o seu contributo.
Ao longo de cinco sessões tiveram oportunidade de tomar conhecimento e de utilizar uma metodologia inovadora (PHOTOVOICE) para a recolha e tratamento de imagens.
As vinte fotografias expostas bem como as considerações que as acompanham são resultado desse trabalho e constituem um importante documento para reflexão e orientação de toda a sociedade. No entanto, neste patamar apenas pretendem ser … (pontos) de Vista!

ENTRE FREGUESIAS. Patrimónios Cruzados

















Nos dias 17 e 18 de janeiro teve início "Entre Freguesias. Patrimónios Cruzados", partindo de três objetos (rede de arte xávega, arado e mó) da coleção do Museu Dr. Joaquim Manso, cada um associado a uma freguesia.
O projeto está a ser desenvolvido em parceria com o Agrupamento de Escolas da Nazaré, pretendendo-se motivar os alunos num trabalho de recolha de memórias e histórias de vida ligadas às respetivas peças, o que poderá conduzir ao registo de saberes e técnicas tradicionais, funcionando o Museu como pólo articulação comunitária perante a diversidade agro-marítima do concelho.
Ler mais em Serviço Educativo.


Mesa-Redonda | 28 Janeiro










A noção generalizada de que parte da origem da população nazarena radica numa migração costeira, proveniente nomeadamente da região entre Ílhavo e Figueira da Foz, justifica que o levantamento de percursos familiares aporte importantes contributos para uma reflexão sobre o processo de construção da identidade local, na sua articulação com as movimentações de outras comunidades, sua transmissão de expressões, técnicas e vivências.

Os contributos da genealogia para a história social da Nazaré são o pretexto para uma mesa-redonda, com a participação de Alexandre Isaac (antropólogo), Carlos Fidalgo (gestor do património) e Pedro Penteado (historiador e arquivista).

Data: sábado, 28 Janeiro
Hora: 15 horas
Local: Museu Dr. Joaquim Manso
Entrada gratuita

Nazaré na revista UP da TAP

Mais uma vez, a Nazaré é incluída nas páginas da "Up Magazine", a revista de bordo da TAP.
O Museu Dr. Joaquim Manso acolheu com muito agrado a visita da jornalista Maria João Veloso e dos artistas plásticos João Pedro Vale e Nuno Alexandre Ferreira e saúda o seu interesse pelo mar e pela realidade cultural nazarena, assim a valorizando e divulgando junto de turistas nacionais e internacionais.

A ler e partilhar...

Encerramento no período das festividades

Informa-se que o Museu Dr. Joaquim Manso encerrará ao público nos dias 24 e 31 de Dezembro, para além dos dias de encerramento já anualmente estabelecidos, a 25 de Dezembro (Natal) e 1 de Janeiro (Ano Novo).















A Equipa do Museu Dr. Joaquim Manso deseja BOAS FESTAS e um FELIZ ANO NOVO!

Agradecemos a todos aqueles que, ao longo deste ano, nos visitaram, participaram nas nossas iniciativas ou que, mesmo à distância, nos foram acompanhando e, assim, divulgando o património e a cultura do mar.
Continuamos à vossa espera em 2012!

Centenário do Nascimento de Alves Redol







Ao longo de Dezembro, no ano e mês do centenário do nascimento de Alves Redol (Vila Franca de Xira, 1911 – Lisboa,1969), o Museu Dr. Joaquim Manso, em jeito de homenagem, irá recordar algumas citações deste escritor.
É uma forma que o Museu adoptou para, assim, contribuir para a divulgação do perfil e discurso literário deste escritor que escolheu a Nazaré e os seus pescadores para tema do seu romance "A Fenda na Muralha", agora re-editado e com lançamento no dia 3 de Dezembro, na Biblioteca Municipal da Nazaré.
Mantenha-se atento! Aqui e no Facebook.

Exposição "Memória Colectiva Nazarena" na BMN





O Museu Dr. Joaquim Manso colabora na exposição "Memória Colectiva Nazarena", organizada pela Biblioteca Municipal da Nazaré para comemorar o seu 3º aniversário, através do empréstimo de fotografias que registam algumas das figuras populares que integram a memória desta vila, como o "Inverno", a "Tacoa", entre outras. 


Ler mais Memória Colectiva Nazarena.
Calendarização: 19 Novembro a 11 Dezembro
Local: Biblioteca Municipal da Nazaré

De peixe seco e outras conversas…


















Francelina Quinzico, de 55 anos, e Idaliza da Maralha, de 72 anos, naturais da Nazaré, estiveram no Museu Dr. Joaquim Manso à conversa sobre a “seca do peixe”.

A primeira, filha de mãe “cabazeira” e pai pescador, nasceu no seio de uma família numerosa, quando as crianças eram criadas na praia. Por isso, desde sempre, conheceu o que era a “seca do peixe”, embora a ela só se tenha dedicado a tempo inteiro a partir dos 20 anos. Desde então, faça sol ou chuva, calor ou frio, sem férias nem fins-de-semana, todos os dias vai à lota comprar peixe, para amanhar, escalar e estender nos paneiros da Praia.

A sua imagem corre mundo nas fotografias dos turistas que diariamente param junto do “estendal”, mas é ainda do consumo nacional que mais garante o seu sustento, vendendo o peixe seco nos vários mercados da região. As mudanças foram muitas, desde o tempo de infância; as regras de higiene e os hábitos alimentares alteraram-se, mas basicamente o processo de secagem do peixe mantém-se. “E seca-se tudo o que aparecer!”

Também Idaliza da Maralha, de mãe peixeira e pai dono de redes de arte xávega, começou nova a secar peixe, nos intervalos do trabalho na Fábrica de Conservas do “Algarve Exportador”. Nessa altura ainda não se usavam os paneiros, cuja inclinação e rede permitem uma mais rápida secagem; o areal da praia era então totalmente coberto por juncos onde se estendia o peixe. A sua fotografia consta do álbum “Nazaré” (1958), de Artur Pastor para quem se lembra de posar a troco de alguns escudos.

Por fim, depois de explicarem os vários processos, de identificarem os tipos de peixe, o local e os suportes tradicionais e actuais, foi altura de falar sobre como se come o “peixe seco” ou o “carapau enjoado”, que hoje já não se restringem à alimentação doméstica, mas entraram nos restaurantes e hotéis regionais, incluídos em sugestões mais elaboradas.

Neste Dia Nacional do Mar, cuja relevância abrange as práticas gastronómicas e económicas tradicionais, o Museu Dr. Joaquim Manso manifesta o seu reconhecimento à vintena de mulheres (e homens) que perdura estes saberes na Praia da Nazaré, fundamentando a sua continuidade pelo seu real valor económico e social, muito para além de uma opção turística.

Prestamos os nossos agradecimentos à D.ª Francelina e à D.ª Idaliza pela partilha das suas memórias e testemunhos; à Escola Profissional da Nazaré, pela simpática e interessada presença dos alunos do 2º Ano do Curso de Restauração; à Câmara Municipal da Nazaré pela colaboração no transporte e divulgação; a todos os restantes participantes que, no Museu Dr. Joaquim Manso, contribuíram para uma animada tarde cultural, em que se ouviu falar de "saberes" e "sabores" do mar, no Dia Nacional do Mar.

Saberes de Mar - 16 de Novembro






















A 16 de Novembro comemora-se o Dia Nacional do Mar.
Neste dia, pelas 15 horas, o Museu Dr. Joaquim Manso promove “Saberes de Mar”, uma conversa de saberes e sabores em torno da “seca do peixe”.

Embora o processo se tenha modernizado ao longo do tempo, esta actividade económica ainda se pratica na Nazaré em formas tradicionais, num trabalho essencialmente feminino.
Da seca no "paneiro" às sugestões populares da sua confecção, tentando hoje impor-se no meio das iguarias gourmet, o “peixe seco” é essência da gastronomia nazarena e marca o quotidiano das peixeiras que continuam, no areal, os “saberes” transmitidos pelas suas mães e avós. 
Entre elas, Francelina Quinzico e Idaliza da Maralha estarão à conversa no Museu, para explicar o que tem sido uma vida passada no “estindarte”, dedicada à secagem do peixe. 

Horário: 16 de Novembro, 15 horas
Local: Museu Dr. Joaquim Manso
Entrada gratuita