Guarda a tua MARCHA no Museu!
Na Nazaré já estamos em tempo de Carnaval e, por isso, o Museu Dr. Joaquim Manso vem mais uma vez lançar o desafio a todos os grupos carnavalescos, e à comunidade em geral, para entregarem uma cópia das marchas (letra ou música).
As marchas poderão ser entregues no próprio Museu, enviadas por e-mail para mdjm@imc-ip.pt ou através da nossa página no Facebook.
O Museu Dr. Joaquim Manso, ao longo dos anos, foi reunindo um número considerável de letras de marchas, que hoje constituem a memória de tantos Carnavais nazareno. São património de todos e estão disponíveis para consulta ou investigação.
Este apelo visa dar continuidade à pesquisa e recolha das marchas carnavalescas. A colaboração de todos é imprescindível para a actualização da “marchoteca”, um registo documental exaustivo deste aspecto do património nazareno.
Exposição "...(Pontos) de Vista" até 31 de Janeiro

OLHAR O OUTRO é um projecto co-financiado pelo fundo Europeu para a Integração de Países Terceiros (FEINPT) e pelo Alto Comissariado para a Imigração e Diálogo Intercultural (ACIDI).
A exposição fotográfica “...(Pontos) de Vista” insere-se no âmbito do “Desenvolvimento de Projectos Municipais para Promoção da Interculturalidade”, promovida pela Confraria de Nossa Senhora da Nazaré (serviço de Centro Local de Apoio ao Imigrante) em parceria com o Externato D. Fuas Roupinho e o Museu Dr. Joaquim Manso.
Esta iniciativa contou com a participação de sete imigrantes residentes no concelho da Nazaré e utentes do Centro Local de Apoio ao Imigrante, que de forma voluntariosa se mostraram disponíveis para dar o seu contributo.
Ao longo de cinco sessões tiveram oportunidade de tomar conhecimento e de utilizar uma metodologia inovadora (PHOTOVOICE) para a recolha e tratamento de imagens.
As vinte fotografias expostas bem como as considerações que as acompanham são resultado desse trabalho e constituem um importante documento para reflexão e orientação de toda a sociedade. No entanto, neste patamar apenas pretendem ser … (pontos) de Vista!
ENTRE FREGUESIAS. Patrimónios Cruzados
Nos dias 17 e 18 de janeiro teve início "Entre Freguesias. Patrimónios Cruzados", partindo de três objetos (rede de arte xávega, arado e mó) da coleção do Museu Dr. Joaquim Manso, cada um associado a uma freguesia.
O projeto está a ser desenvolvido em parceria com o Agrupamento de Escolas da Nazaré, pretendendo-se motivar os alunos num trabalho de recolha de memórias e histórias de vida ligadas às respetivas peças, o que poderá conduzir ao registo de saberes e técnicas tradicionais, funcionando o Museu como pólo articulação comunitária perante a diversidade agro-marítima do concelho.
Ler mais em Serviço Educativo.
Mesa-Redonda | 28 Janeiro
A noção generalizada de que parte da origem da população nazarena radica numa migração costeira, proveniente nomeadamente da região entre Ílhavo e Figueira da Foz, justifica que o levantamento de percursos familiares aporte importantes contributos para uma reflexão sobre o processo de construção da identidade local, na sua articulação com as movimentações de outras comunidades, sua transmissão de expressões, técnicas e vivências.
Os contributos da genealogia para a história social da Nazaré são o pretexto para uma mesa-redonda, com a participação de Alexandre Isaac (antropólogo), Carlos Fidalgo (gestor do património) e Pedro Penteado (historiador e arquivista).
Data: sábado, 28 Janeiro
Hora: 15 horas
Local: Museu Dr. Joaquim Manso
Entrada gratuita
Nazaré na revista UP da TAP
Mais uma vez, a Nazaré é incluída nas páginas da "Up Magazine", a revista de bordo da TAP.
O Museu Dr. Joaquim Manso acolheu com muito agrado a visita da jornalista Maria João Veloso e dos artistas plásticos João Pedro Vale e Nuno Alexandre Ferreira e saúda o seu interesse pelo mar e pela realidade cultural nazarena, assim a valorizando e divulgando junto de turistas nacionais e internacionais.
A ler e partilhar...
O Museu Dr. Joaquim Manso acolheu com muito agrado a visita da jornalista Maria João Veloso e dos artistas plásticos João Pedro Vale e Nuno Alexandre Ferreira e saúda o seu interesse pelo mar e pela realidade cultural nazarena, assim a valorizando e divulgando junto de turistas nacionais e internacionais.
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Encerramento no período das festividades
Informa-se que o Museu Dr. Joaquim Manso encerrará ao público nos dias 24 e 31 de Dezembro, para além dos dias de encerramento já anualmente estabelecidos, a 25 de Dezembro (Natal) e 1 de Janeiro (Ano Novo).
A Equipa do Museu Dr. Joaquim Manso deseja BOAS FESTAS e um FELIZ ANO NOVO!
Agradecemos a todos aqueles que, ao longo deste ano, nos visitaram, participaram nas nossas iniciativas ou que, mesmo à distância, nos foram acompanhando e, assim, divulgando o património e a cultura do mar.
Continuamos à vossa espera em 2012!
Centenário do Nascimento de Alves Redol
Ao longo de Dezembro, no ano e mês do centenário do nascimento de Alves Redol (Vila Franca de Xira, 1911 – Lisboa,1969), o Museu Dr. Joaquim Manso, em jeito de homenagem, irá recordar algumas citações deste escritor.
É uma forma que o Museu adoptou para, assim, contribuir para a divulgação do perfil e discurso literário deste escritor que escolheu a Nazaré e os seus pescadores para tema do seu romance "A Fenda na Muralha", agora re-editado e com lançamento no dia 3 de Dezembro, na Biblioteca Municipal da Nazaré.
Mantenha-se atento! Aqui e no Facebook.
Exposição "Memória Colectiva Nazarena" na BMN
O Museu Dr. Joaquim Manso colabora na exposição "Memória Colectiva Nazarena", organizada pela Biblioteca Municipal da Nazaré para comemorar o seu 3º aniversário, através do empréstimo de fotografias que registam algumas das figuras populares que integram a memória desta vila, como o "Inverno", a "Tacoa", entre outras.
Ler mais Memória Colectiva Nazarena.
Calendarização: 19 Novembro a 11 Dezembro
Local: Biblioteca Municipal da Nazaré
De peixe seco e outras conversas…
Francelina Quinzico, de 55 anos, e Idaliza da Maralha, de 72 anos, naturais da Nazaré, estiveram
A primeira, filha de mãe “cabazeira” e pai pescador, nasceu no seio de uma família numerosa, quando as crianças eram criadas na praia. Por isso, desde sempre, conheceu o que era a “seca do peixe”, embora a ela só se tenha dedicado a tempo inteiro a partir dos 20 anos. Desde então, faça sol ou chuva, calor ou frio, sem férias nem fins-de-semana, todos os dias vai à lota comprar peixe, para amanhar, escalar e estender nos paneiros da Praia.
A sua imagem corre mundo nas fotografias dos turistas que diariamente param junto do “estendal”, mas é ainda do consumo nacional que mais garante o seu sustento, vendendo o peixe seco nos vários mercados da região. As mudanças foram muitas, desde o tempo de infância; as regras de higiene e os hábitos alimentares alteraram-se, mas basicamente o processo de secagem do peixe mantém-se. “E seca-se tudo o que aparecer!”
Também Idaliza da Maralha, de mãe peixeira e pai dono de redes de arte xávega, começou nova a secar peixe, nos intervalos do trabalho na Fábrica de Conservas do “Algarve Exportador”. Nessa altura ainda não se usavam os paneiros, cuja inclinação e rede permitem uma mais rápida secagem; o areal da praia era então totalmente coberto por juncos onde se estendia o peixe. A sua fotografia consta do álbum “Nazaré” (1958), de Artur Pastor para quem se lembra de posar a troco de alguns escudos.
Por fim, depois de explicarem os vários processos, de identificarem os tipos de peixe, o local e os suportes tradicionais e actuais, foi altura de falar sobre como se come o “peixe seco” ou o “carapau enjoado”, que hoje já não se restringem à alimentação doméstica, mas entraram nos restaurantes e hotéis regionais, incluídos em sugestões mais elaboradas.
Neste Dia Nacional do Mar, cuja relevância abrange as práticas gastronómicas e económicas tradicionais, o Museu Dr. Joaquim Manso manifesta o seu reconhecimento à vintena de mulheres (e homens) que perdura estes saberes na Praia da Nazaré, fundamentando a sua continuidade pelo seu real valor económico e social, muito para além de uma opção turística.
Prestamos os nossos agradecimentos à D.ª Francelina e à D.ª Idaliza pela partilha das suas memórias e testemunhos; à Escola Profissional da Nazaré , pela simpática e interessada presença dos alunos do 2º Ano do Curso de Restauração; à Câmara Municipal da Nazaré pela colaboração no transporte e divulgação; a todos os restantes participantes que, no Museu Dr. Joaquim Manso, contribuíram para uma animada tarde cultural, em que se ouviu falar de "saberes" e "sabores" do mar, no Dia Nacional do Mar.
Saberes de Mar - 16 de Novembro
A 16 de Novembro comemora-se o Dia Nacional do Mar.
Neste dia, pelas 15 horas, o Museu Dr. Joaquim Manso promove “Saberes de Mar”, uma conversa de saberes e sabores em torno da “seca do peixe”.
Embora o processo se tenha modernizado ao longo do tempo, esta actividade económica ainda se pratica na Nazaré em formas tradicionais, num trabalho essencialmente feminino.
Da seca no "paneiro" às sugestões populares da sua confecção, tentando hoje impor-se no meio das iguarias gourmet, o “peixe seco” é essência da gastronomia nazarena e marca o quotidiano das peixeiras que continuam, no areal, os “saberes” transmitidos pelas suas mães e avós.
Entre elas, Francelina Quinzico e Idaliza da Maralha estarão à conversa no Museu, para explicar o que tem sido uma vida passada no “estindarte”, dedicada à secagem do peixe.
Horário: 16 de Novembro, 15 horas
Local: Museu Dr. Joaquim Manso
Entrada gratuita
Álvaro Laborinho. O Mar da Nazaré. Uma mostra da colecção do Museu Dr. Joaquim Manso
Abriu no dia 15 de Outubro, na galeria de exposições temporárias da livraria nazarena “Cenas & Livros”, a exposição “Álvaro Laborinho. O Mar da Nazaré. Uma mostra da colecção do Museu Dr. Joaquim Manso”.Esta mostra corresponde a uma pequena selecção do valioso espólio fotográfico de Álvaro Laborinho, oferecido ao Museu Dr. Joaquim Manso pelo seu filho, Dr. Álvaro Brilhante Laborinho, em 1980, e do qual foi editado o catálogo “Álvaro Laborinho. O Mar da Nazaré” (2001).
Álvaro Laborinho (1879-1970), filho de pescadores, nasceu na Nazaré. Iniciou a sua vida de comerciante no estabelecimento do "Tio Hermínio", e mais tarde, estabeleceu-se por conta própria com uma loja de fazendas e atoalhados na Praça Sousa Oliveira. Entre os seus múltiplos interesses e activa participação na vida associativa e política local, foi à fotografia que Álvaro Laborinho mais se dedicou. Através da sua câmara surge o registo completo da Nazaré da primeira metade do século XX, num verdadeiro documento histórico e etnográfico que é essencial para reconstruir o passado desta comunidade marítima ou para entender a produção de uma determinada imagem estética sobre a mesma.
Este arquivo fotográfico, de quase dois milhares de negativos, constitui material imprescindível para o estudo de múltiplos aspectos do quotidiano das gentes da Nazaré: a vida social, as cenas de trabalho, os vários tipos de embarcações, as artes de pesca, o traje de trabalho e de festa, feminino e masculino, o vestuário de diferentes estratos sociais dos visitantes e dos banhistas.
O mar aparece como tema dominante, o mar da pesca ou o mar da “praia de banhos”. Em grandes planos, com o areal povoado de embarcações ou barracas brancas e multidão de banhistas, à frente de uma linha oblíqua definida pelo Promontório. Por vezes, são os chalets e edifícios mais ou menos nobres da marginal os pontos de referência que documentam a fácies urbana de uma determinada época. Noutras perspectivas, menos topográficas e mais humanas, é o fotógrafo que se coloca no areal e nos oferece uma maior proximidade com os retratados, que, na sua categoria quase sempre anónima, sublimam uma representação de toda a comunidade. Mas, acima destes reparos, o conjunto revela-nos o apurado sentido de observação de Álvaro Laborinho e valida a sua referência na história da fotografia portuguesa.
A exposição agora patente na “Cenas & Livros”, resulta de uma parceria entre o Museu Dr. Joaquim Manso e aquela livraria, apresentando-se como mais uma ocasião para divulgar o espólio de Álvaro Laborinho, nem sempre exposto ou totalmente visível e, simultaneamente, dar a conhecer o património da Nazaré e as suas raízes culturais.
Animou a inauguração o músico nazareno Silvino Pais da Silva. A exposição integra ainda excertos de três filmagens da praia da Nazaré dos anos 1950-70, realizadas por veraneantes e cuja reprodução foi cedida ao Museu Dr. Joaquim Manso.Entre 15 de Outubro e 20 de Novembro
no Horário de Abertura da Cenas & Livros
Rua Mouzinho de Albuquerque, 56 – Nazaré
Visita ao Museu Marítimo de Ílhavo
No dia 11 de Outubro, com a colaboração da Junta de Freguesia da Nazaré, a equipa do Museu Dr. Joaquim Manso realizou mais uma visita técnica, desta vez ao Museu Marítimo de Ílhavo.
Após a explanação introdutória sobre a evolução histórica da instituição, em termos de colecção e programa, e os princípios norteadores da sua actual missão, assentes na programação e na investigação, Álvaro Garrido, director do museu que no próximo ano celebra 75 anos, acompanhou o grupo numa visita à sala da Faina Maior, “lugar da memória da pesca do bacalhau” à linha com dóris. Esta exposição foi particularmente interessante, não só pelo seu carácter emblemático no conjunto de todo o museu, mas pela afinidade com parte das colecções do Museu da Nazaré, terra de tantos bacalhoeiros e onde as longínquas campanhas ainda muito subsistem na memória individual e colectiva.
A Técnica Paula Ribeiro orientou a visita às restantes áreas do Museu, incluindo as reservas e o espaço do Serviço Educativo, chamando a atenção para as embarcações tradicionais enquanto objecto museológico e os desafios que se colocam à exposição e conservação de uma colecção que, apesar de muito diversificada em termos de materiais e categorias, se desenrola sobre um eixo programático centrado na “cultura do mar”.
Finalmente, a Técnica Márcia Carvalho apresentou a visão conceptual que preside ao regular programa de exposições temporárias do Museu Marítimo de Ílhavo, nomeadamente sobre “Fora de Bordo”, mostra terminada a 2 de Outubro, que decorreu de um processo de investigação e que reuniu fotografias de múltiplos autores estrangeiros sobre as comunidades marítimas portuguesas, onde a Nazaré e a sua praia (palco de toda a acção) foram um cenário de especial eleição.
Houve ainda oportunidade para trocar impressões sobre a necessidade de articulação entre o projecto arquitectónico e o programa museológico, nomeadamente em edifícios construídos de raiz, como a ampliação e remodelação do Museu Marítimo de Ílhavo, datada de 2001 e do risco da ARX, Lda. O Museu aguarda agora uma nova ampliação, para instalar reservas, um aquário de bacalhaus e um núcleo de investigação, da autoria do mesmo gabinete de arquitectura, e que lhe aumentará também o seu campo de actuação nas questões relacionadas com as activações patrimoniais em torno da Faina Maior.
No período da tarde, foi tempo para uma visita ao Navio de Santo André, pólo do Museu Marítimo de Ílhavo situado na Gafanha da Nazaré. Este arrastão lateral nascido em 1948 e desmantelado em 1997, foi convertido pela Câmara Municipal de Ílhavo em navio-museu desde 2001, com um percurso didáctico em parte conseguido graças ao recurso a diversos meios audiovisuais que contextualizam e, sobretudo, dão voz e rosto aos homens que por ali passaram durante o seu meio século de actividade.
Para a equipa técnica do Museu Dr. Joaquim Manso esta foi, inegavelmente, uma visita de trabalho muito enriquecedora, no ponto de vista formativo, em prol da qualidade das práticas museológicas e da promoção da reflexão sobre o papel dos museus na representação da “cultura do mar”. Os nossos agradecimentos ao Museu Marítimo de Ílhavo!
Objecto do Mês de Outubro
Em Outubro, o Museu Dr. Joaquim Manso expõe a "zagaia" como Objecto do Mês e destaca a publicação "Artes do Mar". Visite-nos ou saiba mais em Objecto do Mês e A Biblioteca sugere.
O Bacalhau e América vai Tud' M'rrer à Faneca
Em Outubro, mês que há algumas décadas atrás assistia ao regresso dos bacalhoeiros, o Museu Dr. Joaquim Manso lembra mais uma expressão nazarena.
"O Bacalhau e América vai Tud' M'rrer à Faneca" - Significa que, apesar de os nazarenos irem procurar "vida melhor" fora da sua terra natal, nomeadamente emigrando para os EUA e Canadá ou partindo para a pesca do bacalhau, acabam sempre por voltar às suas origens ("morre tudo à faneca").
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